Alguns apontamentos – Prof Múcio Melo Álvares

Fragmentos de mensagens  do Espírito Múcio de Melo Álvares, recebidas por via mediúnica.

 

Desencarnado,   o Prof Múcio de Melo Álvares traz através de uma série de mensagens mediúnicas,  preciosos registros de sua  percepção  das realidades espirituais do outro lado da vida.

 

As mensagens de autoria do Prof Múcio de Melo Álvares, Espírito, foram analisadas e reconhecidas  como verídicas, por um grupo de espíritas estudiosos, que privaram de sua companhia e de seu conhecimento respeitável e nelas reconheceram o estilo, a forma, a didática e as características textuais comuns à expressividade do querido amigo. Entre os analistas das comunicações estão familiares que verificaram a autenticidade dessas mensagens, ressaltando o aval de sua insigne consorte e do querido amigo Dr Delfino da Costa Machado.

 

Para sua apreciação destacamos alguns desses apontamentos recebidos psicofonicamente, nas reuniões mediúnicas do GEEM Bezerra de Menezes.   Os registros originais das psicofonias encontram-se à disposição na Administração e  Editoria do Blog Luzes do Consolador – Av R-11 nº 940, Setor Oeste, Goiânia – GO.

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                                                     Apontamentos úteis

                                                                            Múcio de Melo Álvares

Não percam tempo discutindo dificuldades materiais. Tenham fé, tenham a certeza de que todos os planos bem elaborados,  feitos com metas de alcançar os objetivos do Mestre, vão ser direcionados, amparados e aparados. E mesmo quando o cordão parecer arrebentar-se, não tenham dúvidas que haverão milhares de mãos preparando para que as pontas possam unir-se novamente, para que esse cordão de fé continue cada vez mais forte, mais perseverante. 07/05/2012

A Doutrina Espírita é um farol que ilumina todos os caminhos e que pode sanar todas as nossas dificuldades: não eliminar as nossas provas; não facilitar as nossas provas; mas nos dar força e coragem para entendê-las como processo de evolução, de libertação, de ampliação das nossas percepções  e do nosso objetivo de caminhar para Jesus.

Vamos caminhar, cada dia mais com os pés mais firmes,  o Espírito mais livre,  o sentimento mais elevado e as mentes mais esclarecidas.

Fragmentos de mensagens  psicofônicas do Espírito  Múcio de Melo Álvares,recebidas na reunião  mediúnica do GEEM Bezerra de Menezes,  nas noites de 07/05/ 2012  e 27/05/2013.

Médium: Glaciná Neves de Oliveira

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                                                   Bondade e Renúncia

                                                                              Múcio de Melo Álvares

O tempo aqui, meus amigos, é longo e breve. Longo quando remoemos as nossas dores e pensamos o quanto perdemos de tempo, quando envergávamos o corpo físico.  E curto, porque passa rápido e célere em que a nossa alma anseia em crescimento que  parece nunca chegar. Então, quando nos é permitido frequentar uma casa espírita, um grupo, nós que estamos longe de conviver com as almas irmãs que nós veneramos, já é grande benção.

Meu tempo passou e talvez o grande aprendizado seja esse: aprender a ficar no silêncio.  A tolerar entendendo, na dimensão evangélica do que é tolerar. E não simplesmente querer que o mundo siga sob a nossa ótica. Entender efetivamente, na dimensão cristã, que é a humildade.

O Evangelho se resume, não somente no conceito que o empreendemos de transformação, mas em bondade e renúncia. Vieses excepcionais do preceito sacrossanto da caridade.

Bondade para com os outros, preconizando a caridade na dinâmica do Cristo como O Livro dos Espíritos nos ensina. E renúncia, como caridade para nós mesmos, quando aceitamos a disciplina capaz de nos limitar aos enganos e ilusões do mundo.

Avancemos nos nossos projetos, pois que todas as vezes que temos por meta a bondade e a renúncia obediente, haveremos de trilhar o caminho certo.

Mensagem psicofônica recebida em reunião privativa do GEEM Bezerra de Menezes, na noite de 23/06/2014, através do médium Jacobson Sant´Ana Trovão.

Sobre o Espírito comunicante:

PM FCX

Nascido na cidade de Formosa – GO, Múcio de Melo Álvares foi educador emérito. Fundou e dirigiu dois educandários de renome: o Instituto Araguaia e a Escola Infantil Pollyanna, marcos na educação e na formação da infância e da juventude em Goiás.

As  chamadas “Aulas Educativas”, ministradas via sistema de som nas  duas escolas,  nos quinze minutos finais do dia letivo, podem ser consideradas como os primeiros podcasts espiritas do País, onde o próprio professor e alguns de seus colaboradores – escolhidos e treinados por ele – trabalhavam numa conversa informal, temas palpitantes, educativos e profundos que compunham ensinamentos para a vida.

Foi casado com Elba Consort de Melo Álvares, também grande trabalhadora da Doutrina, médium segura e muito dedicada às causas sociais. Prof Múcio e Dona Elba, como são carinhosamente chamados, são âncoras espirituais na vida de muitos que hoje se dedicam ao trabalho espírita  na Seara de Jesus e Kardec.

Está entre os pioneiros  do Movimento Espírita em Goiás. Ligado à Comunicação Social Espírita, manteve durante anos, uma coluna semanal no Jornal O Popular, onde escrevia sobre temas doutrinários e por vezes assinava com   heteronômios, sendo o mais conhecido Jesiel de Campos que se revelava profundo conhecedor e comentarista de Emmanuel. Idealizou e dirigiu por mais de duas décadas o primeiro programa de TV sobre Doutrina Espírita em Goiás, veiculado primeiramente na TV Anhanguera e posteriormente na TV Brasil Central, o saudoso:  Luzes do Consolador.

PM LUZES

Foi fundador do Jornal Luzes do Consolador e do Grupo Espírita Allan Kardec, de Goiânia.

Estudioso sério, pesquisador respeitado deixou um lastro de profunda gratidão no coração de todos aqueles que passaram por sua orientação doutrinária, firme, segura e fiel a Jesus,  Kardec e Chico Xavier. A foto abaixo,  que é veiculada online e mundo afora, sem que ninguém conheça o autor, foi uma montagem orientada por ele e executada sob as lentes fotográficas de Elzita  Melo Quinta, na década de 1980.

JC K FCX

Amigo de Francisco Cândido Xavier, defensor e profundo conhecedor dos trabalhos mediúnicos de José Arigó, recebeu da família do médium, logo após o seu desencarne, o instrumental cirúrgico usado por Dr Adolf Fritz,  através das mãos do médium de cura e cirurgias espirituais mais marcantes da história do Espiritismo no Brasil.

O Grupo Espírita Allan Kardec, que fundou, manteve  e orientou durante toda sua vida, mantém  o   mesmo  denodado zelo e comprometimento doutrinário  com a Causa Espírita, em sua mais pura,  simples e profunda expressão: Jesus a porta, Kardec a chave .

Esta publicação é uma homenagem póstuma a esse valoroso trabalhador do Cristo que, se entre nós estivesse, estaria hoje, 08/10/2014, completando 89 anos.

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Sabedoria da Fé


1 OS QUINHENTOS DA GALILEIA - KARDEC SUPERADO

 

Pistis Sofia

Irmãos em Cristo,

Que a Paz Sublime do Universo se derrame sobre todos.

Em visitando, mais uma, vez as Terras do Coração do Brasil, pedimos vênia ao Nosso Senhor Jesus Cristo para breve recado, em verdadeiro encontro de corações.

Aurimos,  às vezes,  ou a vez que cá estivemos, direta ou indiretamente, as vibrações mais amorosas das Terras do Índio Goyá,  que guarda grande responsabilidade  no seio da família evangélica espírita, no coração da nossa Pátria Amada.

O homem busca, cada dia, a verdade que é relativa à possibilidade de compreensão individual. Batidos, ainda, nas ilusões do mundo, no aglomerado dos cipoais que os envolvem, não conseguem alcançar a pistis Sofia*, a verdade absoluta.  Mas ela se faz ao alcance de cada um. A grande verdade,  que é absoluta, pois que a essência dos ensinamentos mais sacrossantos e mais elevados é o Evangelho de Jesus, que é o próprio Cristo, a grande revelação, a sublime verdade. O ponto maior de contato da criatura com o Criador. A essência das essências. O Alfa e o ômega.

Quando o homem descobrir o Evangelho em sua essência, não mais   como conceito religioso sectário, como a essência sublime que nos vincula ao grande conhecimento, pois que a filosofia e a ciência imprimeva,  em primeiro lugar,  ele adquirirá a grande consciência que lhe mostrará a ascese mística e lhe dará a paz contínua.

Por isso, irmãos dessa Família Espírita do coração do nosso País, o grande trabalho que a todos nos compete, é a difusão do Evangelho,  que este ano, pela ótica da Doutrina Espírita, marcando a Era do Espírito Transformado,  completa  o sesquicentenário.

Trazemos esta singela recordação para recordar-nos o próprio Cristo, como meta e busca de cada um, na conquista da felicidade. Esta, sim, ainda relativa no plano físico.

E tecemos nossa sentida homenagem de festiva alegria, ao retorno daquele que ainda é o nosso farol, motivo de estímulo ao trabalho, o peregrino do Evangelho na Terra, o nosso amado Chico, a quem declinamos, reverentes, o nosso pensamento e não ousamos dizer-lhe o nome, sem que de nosso coração emita um preito de profunda gratidão. Eu, que posso dizer que quando dele me aproximei, renovei-me em concepção de compreensão elevada da vida.  E vós, que também tivestes oportunidade de privar com ele a presença no plano físico, colocai-o à frente com a estrada da verdade que há de vos consolar o coração; escada transcendente de Jacó, que abre os reinos celestiais.

Nossa visita é breve, mas convalidada no sentimento de grande afetividade, pois que aguardávamos, desde muito, a estimular-vos diretamente os corações, para que sigais na alegria do trabalho, na alegria do serviço, consagrando cada instante das vossas existências, do tempo que ainda vos cabe na terra, passo a passo, ao Nosso Senhor Jesus Cristo, grande motivo de nossa vinda à Terra, não cansamos de repeti-lo.

Jesus, Jesus, Pistis Sofia*, essência absoluta das nossas existências, derrama sobre nós o vosso amor, pois que uma gota do vosso amor,  é capaz de transformar as nossas almas enfermas, misérrimas, em fonte de muita luz!

Te  agradecemos, Senhor Jesus, por tudo que nos destes, por tudo que nos dás a cada instante.

Irmãos,  deixo o abraço deste que busca ser o mais pálido dos servos do Cristo, vosso irmão,

Torres Pastorino.

#Mensagem recebida, através de psicofonia, pelo médium Jacobson Sant´Ana Trovão, em reunião mediúnica do GEEM Bezerra de Menezes, na noite de 30/06/2014 – em alusão aos 12 anos do retorno de Chico Xavier ao Plano Espíritual em 30/06/2002.

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Do  Blog Luzes do Consolador:

*Pistis Sofia –  Termo originário do grego, pode ser traduzido  como Sabedoria da FéSabedoria na Fé ou Fé na Sabedoria. Diz respeito a importante texto Gnóstico, datado do período entre 250 a 300 d.C, que relata os ensinamentos Gnósticos e as revelações  de Jesus transfigurado, quando de sua aparição aos apóstolos (incluindo Maria de Magdala ,Maria, mãe de Jesus e Marta), após o fenômeno da ressurreição. Este texto Gnóstico encontra-se no Museu Britânico, que o adquiriu em 1795.

 

Sobre  o Espírito comunicante:    Torres Pastorino

Carlos Juliano Torres Pastorino

Carlos Juliano Torres Pastorino (Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1910 — Brasília, 13 de junho de 1980) foi um ex-padre, radialista e escritor brasileiro.

Após a leitura de o Livro dos Espíritos, em 1950, declarou-se espírita e dedicou-se ao estudo da fenomenologia mediúnica.

Carlos Torres Pastorino, era poliglota e traduziu obras de diversos idiomas. Publicou mais de 50 0bras. De seu trabalho como radialista  surgiu o bestsellers  “Minutos de Sabedoria”, uma coletânea das mensagens veiculadas através  de seu programa na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Compôs trinta e uma peças musicais para piano, orquestra, quarteto de cordas e polifonia a três e quatro vozes.

Entre as suas obras, destacam-se:

Minutos de Sabedoria (1966), Rio de Janeiro, Spiritus (desde 1999 editado pela Editora Vozes católica);

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Teu Filho, Tua Vida (1966), Rio de Janeiro, Spiritus;

Tua Mente, Tua Vida (1966), Rio de Janeiro, Spiritus;

Técnica da Mediunidade (1968), Rio de Janeiro, Sabedoria;

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Sabedoria do Evangelho, Rio de Janeiro, Spiritus (vários volumes).

Em visita a Pedro Leopoldo,  Pastorino,  como era chamado, impressionado com o teor das comunicações mediúnicas que aconteciam nas reuniões do Grupo Meimei, do qual participavam Chico Xavier, Arnaldo Rocha e outros, doou ao Grupo Meimei um gravador de rolo magnético, última palavra em tecnologia à época, sugerindo o registro das preciosas comunicações. Graças a este presente de  Carlos Torres Pastorino foi possível a transliteração das mensagens para o papel e a consequente edição de duas obras de inestimável valor: Instruções Psicofônicas e Mensagens do Além, pela FEB-Editora.

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Hoje, graças ao resgate dessas fitas magnéticas feito pelo pesquisador Oceano Vieira de Melo, que as recuperou e masterizou,  produzindo dois DVDs históricos, é possível verificar a preciosa mediunidade psicofônica de Chico Xavier em ação.

Pack Instrucoes Psicofonicas

Com o pensamento em Cristo

 

A paz sacrossanta do trabalho, em nome do Cristo!

 

CPH6

 

Meus irmãos, irmãs,

Possam permanecer na serena confiança do trabalho, da assistência,

da alvorada sempre renovada de vossas vidas.

Sigais a jornada que se vos desdobra na serenidade daquele que sabe  que tudo procede de Mais Alto.

Não há desamparo, na caminhada da vida.

Mesmo aqueles entregues às ilusões do mundo,

Seguem sob Leis magnânimas, que lhes sustentam rumo ao encontro da Grande Verdade.

E quanto a vós,  trabalhadores, discípulos desta hora derradeira,

Em  que esplende a Doutrina elevada em mais alto ,

No testemunho dos trabalhadores, de evidência ou anônimos,

Tenhais a plena certeza, de que compõem a grande família que volvida com o Cristo,

Segue na Terra, colaborando e servindo, para o melhor.

A Doutrina Espírita nos pede tão pouco:

a fé, a confiança, a dedicação ao bem…

Algo que para muitos parece difícil,

Mas que, em verdade, depois de breve esforço, havereis de pensar:

Por que me retive tanto tempo  na retaguarda?

Avançai,  na certeza plena de que os vossos esforços, serão recompensados.

E agradecida, pela singela acolhida,

Oportunidade única, que se nos desdobra,

Neste encontro dos dois planos da vida,

Gostaria de deixar uma pequenina recordação

Deste momento tão significativo a nós outros:

 

***

 

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Com o pensamento em Cristo

 

Segue servindo ao bem

Sem receio algum;

Não te prenda alma irmã e querida,

No lodo da retaguarda.

Espera confiante no Cristo que te guarda,

A jornada rumo à elevação.

Coloca cada dia nos teus lábios a oração;

Eleva o pensamento ao Mais Alto.

 

Segue, serve…

Desliga-te do laço  que te rendeu noutra jornada,

A limitação do próprio passo.

Faze deste instante da vida ,

Um momento corrente de alegria,

Servindo àquele que te busca.

Tolera… compreende…

Esquece o que se foi!

Cada dia novo

É oportunidade nova.

Guarda sempre a certeza

De que a paz se encontra

Na consciência que guarda,

O serviço reto,

A renúncia, a dedicação.

 

Alma irmã, querida e boa,

Esquece o que te magoa;

Olha além das estrelas,

Para que possas encontrar

Novamente o sol da alegria,

Longe da correria

Da vida que te marca;

Para que, mesmo com os pés na Terra,

Qual aquele que caminha e não erra,

Guardes  o pensamento em Cristo.

 

***

Que a paz vos conforte.

Fica o abraço  desta vossa irmã, menor de todos,

Maria Dolores

 

Mensagem psicofônica recebida  pelo médium Jacobson Santana Trovão, na reunião mediúnica  do GEEM Bezerra de Menezes, na noite de 16/06/2014.

 

Sobre o Espírito comunicante:

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É a segunda mensagem mediúnica,  originária deste mesmo Espírito, que publicamos no Luzes do Consolador.

Maria de Carvalho Leite, a conhecida Maria Dolores no Espiritismo, renasceu em Bonfim da Feira (Bahia) em 10 de setembro de 1901 e desencarnou, vitimada por pneumonia, em 27 de julho de 1958.

As criações poéticas de Maria Dolores, sob as formas de poemas e trovas, não fazem apologia da arte pela arte; pelo contrário, sua finalidade político-pedagógica é traduzir observações e vivências na “exaltação do Bem sob o patrocínio de Jesus” e contribuir para a sublimação dos sentimentos humanos.

Desta vez a poetiza baiana, que partilhou em vida os seus dons de pianista, pintora, costureira dedicada à arte culinária, primou pelo estilo em prosa poética, trazendo com alma e coração, a exortação a todos os caminheiros da Estrada de Jesus, para que mantenham-se em sintonia com os desígnios do Mestre: Fórmula segura para a revivescência da fé e da esperança neste momento de Transição Planetária.

A partir do ano de 1971 e na condição de espírito livre tornou-se ativa escritora através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier: contos em versos, poemas e trovas.

A relação de suas obras individuais recebidas por Chico Xavier e publicadas por várias editoras espíritas do país é a seguinte:
-Antologia da Espiritualidade, publicada pela Federação Espírita Brasileira em 1971;
-Maria Dolores, publicada pelo Instituto Divulgação Editora André Luiz (IDEAL) em 1977;
-Coração e Vida, publicada pelo IDEAL em 1978;
-A Vida Conta, publicada pela Cultura Espírita União (CEU) em 1980;
-Caminhos do Amor, publicada pela CEU em 1983;
-Alma e Vida, publicada pela CEU em 1984;
-Dádivas de Amor, publicada pelo IDEAL em 1990.

Em várias obras mistas, em prosa e verso, de Chico Xavier existem dezenas de produções poéticas de Maria Dolores, sobretudo com temáticas para o Natal e dia das Mães: escreveu o livro mediúnico Somente Amor em parceria com o espírito MEIMEI e publicado pelo IDEAL no ano de 1978.

Em vários livros psicografados por Chico Xavier tem-se o acerco de 18 trovas escritas por Maria Dolores:
–duas em Chão de Flores, publicado pelo IDEAL em 1975;
-uma em Notícias do Além publicado pelo Instituto de Difusão Espírita (IDE) em 1980;
–uma em Praça da Amizade, publicado pela Cultura Espírita União (CEU), em 1982;
–uma em Recados da Vida, publicado pelo GEEM em 1983;
–três em Os Dois Maiores Amores, publicado pela CEU em 1983;
-uma em Sementes de Luz, publicado pelo IDEAL em 1987;
–duas em Roseiral de Luz, publicado pela União Espírita Mineira em 1988;
–duas em Pétalas da Primavera, publicado pela União Espírita Mineira em 1990;
-uma em Fulgor no Entardecer, publicado pela União Espírita Mineira em 1991;
–uma em Uma Vida de Amor e Caridade publicado pela Editora Fonte Viva em 1992;
–três em Preito de Amor, publicado pelo Grupo Espírita Emmanuel S/C Editora (GEEM) em 1993.
De 1971 a 2002 foram trinta e um anos em que Maria Dolores esteve associada ao mandato mediúnico de Chico Xavier: suas obras mediúnicas e individuais ultrapassam o número expressivo de 180 mil exemplares vendidos.
Prefaciando suas obras mediúnicas individuais, o espírito Emmanuel assim qualifica Maria Dolores: “denodada obreira do Bem Eterno”, “intérprete de Jesus”, “alma abnegada de irmã”, “irmã querida”, “poetisa da vida”, “Mensageira da Espiritualidade”, “devotada Seareira do Bem”, “irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”, “nossa irmã e benfeitora”, “Poetisa da Espiritualidade Superior”.

As criações poéticas de Maria Dolores, sob as formas de poemas e trovas, não fazem apologia da arte pela arte; pelo contrário, sua finalidade político-pedagógica é traduzir observações e vivências na “exaltação do Bem sob o patrocínio de Jesus” e contribuir para a sublimação dos sentimentos humanos.

Prefaciando suas obras mediúnicas individuais, o espírito Emmanuel assim qualifica Maria Dolores: “denodada obreira do Bem Eterno“, “intérprete de Jesus”, “alma abnegada de irmã”, “irmã querida”, “poetisa da vida“, “Mensageira da Espiritualidade”, “devotada Seareira do Bem”, “irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”, “nossa irmã e benfeitora”, “Poetisa da Espiritualidade Superior”.

Para saber mais, veja nessa mesma, página “Mensagens Espirituais,” as informações já publicadas sobre este venerável Espírito.

Acesse o poema: Reconforto para a alma.

Veja mais dados, neste Blog… luzesdoconsolador.com

e no site: mensagemespirita.com.br

O tempo é de oração e equilíbrio

 

A mensagem mediúnica abaixo foi recebida na FEB – Federação Espírita Brasileira  pelo espírito José do Patrocínio através do médium João Pinto Rabelo e nos alerta sobre os últimos acontecimentos de perturbação da ordem que vem acontecendo no Brasil e dos acontecimentos que estão por vir com o evento da Copa do Mundo de futebol.

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                                     Prudência

Aquietemo-nos! Relembram os Instrutores Espirituais.

A transição recomenda prudência.

A Pátria do Cruzeiro com a responsabilidade de representar a fraternidade na Terra, está diante dos olhos do Mundo que aproveitando a ocasião dos jogos redescobre o Brasil.

Colocamo-nos, nesse momento, à disposição dos benfeitores, para pedir as bençãos para nossa gente, para nossa terra, para nosso torrão Natal. E percebemos cuidado dos Espíritos Nobres que representam os Pais da Pátria, para zelar pelo equilíbrio, pela prudência e pela ordem.

Os benfeitores nos recomendam prudência. Aquietarmos antes de acelerarmos; paciência, antes  que a preocupação maior: oração, antes que receio.

Os nossos  Amigos Maiores  pedem  que nos habituemos nesses  dias:  amanhecer  orando pela  Pátria; durante o dia, mentalizar a paz na Pátria; ao adormecer, orar pelo equilibro da Pátria, porque  o  mundo  espiritual  nobre,  certamente,  cuidando  de  nós,  cria  as  condições  de  defesa  para  que  os  acontecimentos ocorram com equilíbrio,  para que a ordem não se deixe vencer pela desordem, para  que a prudência nos conduza com equilíbrio à condução do processo das mudanças necessárias.

Os  irmãos  infelizes,  acostumados  à  balburdia,  à  desordem  no  mundo  espiritual  inferior,  querem  aproveitar,  também,  no  seu  trabalho  organizado,  chamar  atenção  do  mundo,  para  desmoralizar o grande Programa de Jesus para o Brasil.

Por isso, em nome deles,  nós  queremos  pedir aos  nossos companheiros  o hábito da oração em favor da paz.

Teremos,  certamente,  preocupações graves que devem esperar de nós e receber  das nossas  orações o testemunho do equilíbrio, para que as forças do mal não encontrem espaço  também em  nós.

Os espíritas conhecedores desses acontecimentos, da ação dessas criaturas infelizes, nossos  irmãos, devemos estar conscientes de que representamos elos da grande corrente da  Bondade  que protege o grande programa que o Cristo de Deus colocou nas mãos do povo Brasileiro.

Estejamos,  pois,  meus  irmãos,  atentos,  não  sejamos  aqueles  que  multipliquem  as  más informações e notícias,  mas asserenados, aquietados,  nos liguemos aos benfeitores,  nesse momento  importante,  para que possamos transmitir para o Mundo inteiro a  nossa  gente tão boa, a expectativa de um ambiente de paz e de um povo ordeiro e generoso, e sobretudo Cristão.

Orando  juntos,  estaremos  ligando  as  forças  vivas  da  bondade,  que  emana  do  coração  do  nosso  mestre,  o  Cristo  de  Deus,  estaremos  oferecendo  aos  nossos  dirigentes  encarnados,  aqueles  homens  e  mulheres  que  têm  a  incumbência  de  zelar  pelo  equilíbrio  e  pela  orientação  política, econômica,  social  do  Brasil,  para  que  os  acontecimentos,  que  possam  ocorrer,  não  perturbem  a  generalidade da Nação, e para que o  programa do Cristo se faça maior do que os transtornos, e para  que, de um modo geral, todos nós contribuamos para a paz.

Mantenhamo-nos  aquietados,  confiantes,  vigilantes  e  orando,  entregando-nos  às  mãos  santíssimas de Jesus de Nazaré.

O  Anjo  Ismael,  aqui,  na  Federação  Espírita  Brasileira,  organizou  programa  de  trabalho intenso, com os espíritos que representam os dirigentes espirituais do Brasil, para estabelecer  nos  pontos  estratégicos,  em  Brasília,  nas  demais  cidades  importantes  do  País,  as  defesas  geradas,  necessárias para a vigilância e para que a ordem não se perturbe.

Não tenhamos receios, confiemos atentos.

Os  momentos  políticos  que  vive  o  planeta  não  têm  como  não  refletir  no  Brasil,  e  representando  o  foco  do  Mundo  nesses  dias  é  importante  que  estejamos  aqui  na  nossa  Casa,  oferecendo  o  melhor  ambiente  vibratório  de  beleza  espiritual,  para  que  o  Anjo  Ismael  possa  cumprir, com o apoio dos Espíritos Nobres, o programa de Jesus.

Os momentos recomendam prudência, como dizíamos, e cuidado.

Oremos meus irmãos e mantenhamo-nos em paz. 

Que Jesus abençoe a  Pátria  que amamos,  que o  Cristo de Deus ilumine as consciências das nossas autoridades, que os ambientes dos jogos sejam protegidos pelas forças da  luz, e que  a  nossa certeza na condução dessas energias nobres faça de nós também instrumento da paz.

Que o Cristo de Deus nos abençoe, abençoe a Federação Espírita Brasileira, abençoe o nosso  País, e nos inclua no grande programa dos trabalhadores do Bem.

Abraço-vos, fraternalmente,

José do Patrocínio.

(Degravação* de psicofonia pelo médium João Pinto Rabelo, na reunião do  Grupo de Assistência e  Apoio aos Povos da África, na sede da FEB, no dia 10 de maio de 2014)

Degravação – Transcrição ipsis verbis: termo utilizado para indicar que um texto foi transcrito ou dito fielmente ao original, ou seja, pelas mesmas palavras. Essa expressão latina tem, na prática, um significado igual ao de ipsis litteris, ou seja, literalmente, textualmente.

Fonte: Site  FEB no link: http://www.febnet.org.br/blog/geral/noticias/prudencia-atualidade

Sobre o Espírito comunicante:

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José Carlos do Patrocínio 

  • 1853: Em 9 de outubro, José Carlos do Patrocínio nasceu em Campos (na então província do Rio de Janeiro), filho natural do padre João Carlos Monteiro e de Justina, escrava africana, vendedora de frutas.
  • 1868: Patrocínio começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro.
  • 1874: Na Faculdade de Medicina, Patrocínio concluiu o curso de Farmácia.
  • 1875: Com Demerval Ferreira, publicou o primeiro número do quinzenário satírico “Os Ferrões“.
  • 1877: Entrou na “Gazeta de Notícias“, respondendo pela coluna “A Semana Parlamentar”.
  • 1879: Casou-se com Maria Henriqueta Sena, a “Bibi”. Iniciou a campanha pela abolição da escravatura.
  • 1881: Ingressou na “Gazeta da Tarde“, vindo a se tornar proprietário do periódico.
  • 1882: A convite de Paula Nei, viajou ao Ceará em campanha pró-Abolição; como fruto, dois anos mais tarde, o Ceará foi a primeira província brasileira a dar a emancipação aos escravos.
  • 1883: Patrocínio redigiu o manifesto da Confederação Abolicionista.
  • 1884: Publicou o romance “Pedro Espanhol”.
  • 1885: Promulgada a Lei dos Sexagenários, que concedeu a liberdade aos escravos com idade igual ou superior a 65 anos. José do Patrocínio visitou Campos, onde foi saudado como um triunfador. No Rio de Janeiro, o funeral de “tia” Justina, mãe de José do Patrocínio, transformou-se num grandioso comício de repúdio à escravidão.
  • 1886: Foi eleito vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
  • 1887: Deixou a “Gazeta da Tarde“, fundou e passou a dirigir o “A Cidade do Rio“. Publicou o romance “Mota Coqueiro ou A pena de morte”.
  • 1888: A 13 de maio, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, extinguindo a escravidão no Brasil; José do Patrocínio beijou as mãos da princesa.
  • 1889: Patrocínio publicou o romance “Os Retirantes”, inspirado na inclemência da seca sobre os habitantes da região nordeste do Brasil. Foi acusado de fomentar a violenta ação da “Guarda Negra” em defesa do isabelismo. A 15 de novembro, a república foi proclamada no Brasil.
  • 1892: José do Patrocínio importou da França o primeiro automóvel que circulou no Brasil. Movido a vapor, o seu barulho espantava os transeuntes. Por ter publicado, no seu jornal, um manifesto de um dos chefes da Revolta da Armada, o marechal Floriano Peixoto desterrou Patrocínio para Cucuí, no alto rio Negro (Amazonas).
  • 1893: Proibida a publicação do periódico A Cidade do Rio, Patrocínio estava reduzido à miséria.
  • 1905: Numa homenagem a Santos Dumont, ao discursar, José do Patrocínio sofreu uma hemoptise; faleceu a 30 de janeiro

 

Psicografias com mais de meio século

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MENSAGENS PSICOGRAFADAS HÁ 53 ANOS

            Recordar é viver, de novo, as emoções de um acontecimento que se perde nas brumas do tempo.

             Vamos, pois, todos que viveram as emoções de uma noite de agosto do longínquo 1939, recordar…

             Corria o ano da graça de N. S. Jesus Cristo de 1939, e o Centro Espírita Luz, Amor e Caridade realizava concorrida reunião solene para dar posse a sua nova Diretoria, que teria mandato de 1939-1940, ocasião em que fora escolhido para a Presidência o saudoso confrade Bady Elias Curi, mais tarde presidente da União Espírita Mineira.

             Muitos companheiros queridos, abrilhantando a solenidade, inclusive a simpática e querida figura do professor Cícero Pereira, na época presidente da Casa Mater de Minas, distinguido com o convite para presidir o ato solene.

             Geraldo Benício Rocha, que integrava o Grupo Meimei, de Pedro Leopoldo, fora escolhido 1º secretário da Diretoria que se empossava.

             Entre os convidados, a figura querida de todos de um jovem de 29 anos de idade, escondendo-se na sua modéstia, ocultando-se na sua humildade. O seu nome: Francisco Cândido Xavier, nosso querido companheiro, hoje residindo em Uberaba, desde 1959.

             A certa altura da brilhante solenidade, que teve expressivo concurso do presidente empossado, Bady Elias Curi, a assistência, em silêncio, concentra-se para que o moço Chico Xavier, com o lápis entre os dedos e laudas de papel diante de si, aguarde a presença, pela psicografia, dos amigos espirituais.

             Geraldo Rocha, redigindo a ata, registra no livro próprio as seguintes palavras: Dos momentos que se seguiram à palavra de Bady Curi, que, ainda uma vez, dirigiu-se à assistência, convidando-a à prece, para que o médium Francisco Cândido Xavier, pioneiro da propagação evangélica no Brasil, já pelas obras extraordinárias e incomparáveis faculdades, como ainda pela bondade de seu coração, devotamento, honestidade e humildade insuperáveis, entrasse em comunicação com a alma de luz, que é o seu guia espiritual Emmanuel, que nos trouxe, com a afluência das fontes cristalinas do seu saber, do seu amor e da sua cultura, o que transcrevo:

            “Meus amigos, que o Cordeiro de Deus vos encha o coração de muita paz. De boa vontade e acorrendo como sempre aos eventos promissores da Doutrina, aqui nos achamos de modo a vos trazer o nosso testemunho de fraternidade constante.

            Nesse momento, realizais o início de uma nova etapa evolutiva, nesta casa de amor fraternal, onde os postulados sublimes do Espiritismo constituem o objetivo sagrado das atividades de todos os corações.

            Não aproveitaremos o ensejo para palestras filosóficas ou doutrinárias, mas procuraremos aplicar o momento fugaz na exaltação da fraternidade que os deverá reunir os esforços no mesmo tempo de realização e de luta.

            Trazendo-vos o coeficiente modesto de nossas energias espirituais, desejamos encarecer entre vós outros a necessidade de união e concórdia, a fim de levarmos a bom termo a nossa missão divina, ante o coração augusto d”Aquele que, do Alto, vela constantemente pelos vossos destinos.

            Os núcleos doutrinários devem florescer por toda parte, de modo a efetivarmos os mais belos movimentos de assistência ao espírito coletivo; contudo, temos de imprimir ao nosso labor o mais alto sentido educativo, na realização da verdadeira fraternidade e da solidariedade real, à luz sacrossanta do Evangelho.

            É certo que vivemos uma época aguda e difícil. As vibrações antagônicas são objeto de angústia no próprio lar, em cujo instituto divino necessitais erigir a concórdia e a paz inalterável.

            Por todos os recantos a luta ressurge fragorosamente. Não buscaremos senão na solidariedade plena o recurso de nossa estabilidade, num campo como o da atualidade, onde quase todas as forças periclitam.

            Minhas palavras destinam-se tão somente a utilizar o nosso momento familiar nesta casa, comemorando a elevação dos novos amigos aos postos de responsabilidade relevante, com um voto de louvor aos laços fraternos que deverão reunir todos os nossos esforços dentro da claridade profunda dos postulados evangélicos.

            Se o homem desesperado dos tempos modernos é convocado às lutas acerbas, que não diremos do discípulo do Senhor, compelido ao testemunho da fé viva?

            De vós, como de nós outros, operários da mesma oficina, sem a indumentária carnal, espera o Divino Mestre as provas mais amplas de devotamento e de coragem. Não bastará estudarmos, é preciso sentir. Não bastará doutrinarmos com os bens intelectivos. É necessário evangelizar com os mais altos testemunhos do coração. O que retarda a marcha são as vibrações antagônicas e esterilizadoras.

            Faz-se mister abraçarmos uns aos outros com amor, como irmãos muito caros que se levantam no mesmo instante das fraquezas iguais. Com amor e humildade, com fraternidade e com fé realizaremos a edificação de nós mesmos nos mais elevados testemunhos de compreensão do Cristo. Não desconhecemos que existem no espaço, nas esferas mais próximas dos ambientes terrestres, os grandes agrupamentos da sombra que se movimentam, muitas vezes com êxito, para anular todos os trabalhos da Luz. Mas será possível que venhamos a ceder inermes, ante as energias contrárias, que nos assediam os esforços? Não podemos crer na sombra, mas no poder de iluminação do Divino Mestre. Cremos na Luz, no amor vitorioso, na caridade que regenera e que absolve.

            Tomando por objeto de minhas palavras essas legendas profundas, eu rogo a Deus que faça de todos nós, encarnados e desencarnados, operários irmãos e trabalhadores devotados.

            Cada vez que sentirdes o desânimo a penetrar a consciência, em cada instante que atentardes mais para os outros que para vós mesmos, lembremo-nos que uma força de sombra está se aproximando. O Espiritismo é a nossa luz. Brilhemos dentro dela com a coragem e o devotamento do discípulo sincero. Nossas pobres considerações desta noite, meus queridos amigos, visam tão somente examinar as nossas necessidades em família. Dentro, porém, de nossa fraternidade pura, eu vos compreendo a todos, sabendo contemplar em cada um uma boa fibra de companheiro.

            Unamo-nos, pois, no mesmo apostolado de realização e de paz e que Deus, na sua misericórdia, ampare os queridos amigos que ascendem nesta noite a novos postos, permitindo que possam desempenhar com o mais profundo brilhantismo espiritual a tarefa para que foram chamados a desempenhar neste instituto cristão, onde as bênçãos da luz, do amor e da caridade florescem para as almas sob o divino orvalho do desvelado amor de Jesus Cristo”

                        Emmanuel

            LUZ, AMOR E CARIDADE 

Que a luz floresça em obras de bonança

Neste templo de vida superior,

Trazendo a paz que acalma toda a dôr

Sob os raios divinos da Esperança!

Que em tudo aqui resplenda o grande Amor

Em cujos bens o Espírito descança

Na luminosa bemaventurança

Que conduz às victórias do Senhor!

Luz e Amor ensinando que em Verdade

Fóra da comprehensão da Caridade,

Não existe nem Paz, nem Salvação!

Senhor, que essa bendita trilogia.

Seja entre nós o laço da harmonia

Que esclareça e console o coração!

                        João de Deus

            (Mensagem e soneto psicografados pelo médium Francisco Cândido Xavier, na noite de 17 de agosto de 1939, no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, em Belo Horizonte, Minas Gerais, em reunião solene de posse da Diretoria do referido Centro, eleita para a gestão de 1939 a 1940, sendo eleito presidente o saudoso confrade Bady Elias Curí. Os textos acham-se transcritos nas folhas 38-V e 39, do Livro de Atas das Assembléias Gerais e das Reuniões da Diretoria, iniciado em 22 de janeiro de 1933. A ata, da qual foram extraídos, foi redigida pelo 1º secretário, Geraldo Rocha. Nas transcrições ora feitas, do livro de atas do Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, não fizemos nenhuma alteração, conforme verificará o leitor, respeitando a ortografia da época e o aspecto redacional da ata, com o que tributamos fidelidade aos históricos documentos, que remontam aos idos de 1939.

            Tanto o trecho da ata quanto a mensagem de Emmanuel e o soneto de João de Deus foram transcritos “ipsis verbis” para que seja conservado o mesmo sabor da época em que foram escritos.

            Sob o ponto de vista doutrinário-evangélico, ressaltamos, na mensagem de Emmanuel, a mesma diretriz, o mesmo equilíbrio e segurança, o mesmo pensamento integralmente voltado para o espírito e a essência do Cristianismo, do qual tem sido fiel intérprete e fiel seguidor ao longo do tempo.)

Do Livro “Mandato de Amor” – Geraldo Lemos Neto

Item: “ MENSAGENS PSICOGRAFADAS HÁ 53 ANOS “

Editora UEM – união Espírita Mineira: http://www.uemmg.org.br/

Livro: http://www.vinhadeluz.com.br/site/produto.php?n=32

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Sobre o Espírito Emmanuel:

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Mentor Espiritual do trabalho missionário de Chico Xavier, este Espírito de escol, dedicou-se de forma incomparável à condução dos trabalhos mediúnicos que transformaram Francisco Cândido Xavier na mais notável antena paranormal que o mundo conheceu. Suas vidas pregressas, foram reveladas através da série de romances históricos psicografados pelo médium mineiro de Pedro Leopoldo. Romances que, além de revelarem fatos históricos sobre a ótica espiritual, trazem com propriedade os traços fundamentais do Cristianismo Primitivo, clareando datas e acontecimentos que a história oficial ainda não abrangeu. Obra monumental que joga novas luzes sobre as perquirições e argumentações em torno dos Evangelhos, do Cristo, e sua autoridade como Governador Espiritual do Planeta. Fato de suma transparência no magnífico livro A Caminho da Luz: um compêndio sobre as origens e a destinação planetária.

Emmanuel, é nome reverenciado e respeitado dentro da Doutrina Espírita: o Consolador Prometido a restaurar as bases do Cristianismo em sua mais pura expressão.

O nome popularizado no  Brasil pela psicografia do médium espírita, que assim descreveu um dos primeiros contatos entre ambos, em 1931, enquanto psicografava Parnaso de Além-Túmulo, a sua primeira obra mediúnica: “Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz.

Local onde o médium Chico Xavier teve o seu primeiro contato com Emmanuel

Ao ser questionado sobre a sua identidade, o espírito teria respondido: “Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espírita. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos…

Em entrevista, Chico Xavier disse certa vez: “Emmanuel tem sido para mim um verdadeiro pai na Vida Espiritual, pelo carinho com que me tolera as falhas e pela bondade com que repete as lições que devo aprender”.

No seu livro “De Amor e Sabedoria de Emmanuel”, Clóvis Tavares assim definiu Emmanuel :

(…) A ele, alma de escol, ao seu espírito de organizador, de autêntico chefe espiritual, devemos a beleza, a luz, a pureza ortodoxa da prodigiosa produção mediúnica do fidelíssimo Chico Xavier, em que têm cooperado centenas de obreiros espirituais (…)

—Clóvis Tavares

 Trajetória evolutiva através de algumas encarnações:

  •  Cônsul romano Publius Lentulus Cornelius Sura, contemporâneo de Júlio César bem como amigo deSulla e Cícero condenado à morte no ano 63 a.C. 8
  •  Publius Lentulus Cornelius, um senador romano e bisneto do anterior Publius Lentulus Cornelius Sura. Viveu à época do Cristo, de acordo com declarações do médium mineiro. De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium as suas impressões, revelando-nos o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius no romance “Há dois mil anos“. Públio lutou pela sua Roma, não admitindo a corrupção e demonstrando integridade de caráter. Sofreu ao mesmo tempo durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem tanto amava, Lívia. Teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, optou pela última. Desencarnou na cidade de Pompeia no ano 79 da nossa era vitimado pelas cinzas do Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.
  • Escravo Nestório. Na obra “Cinquenta Anos Depois“, o personagem renasce em Éfeso no ano 131 com o nome deNestório. De origem judaica, é escravizado por romanos que o conduzem ao país de sua anterior existência. Nos seus 45 anos presumíveis, mostra em seu porte um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, volta a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde a infância, é preso e, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte. Com os demais, ante o martírio, canta, de olhos postos no Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor de outrora, Lívia.
  • Basílio, romano filho de escravos gregos que nasceu em Chipre como liberto no ano 233. Casou-se com a escrava Júnia Glaura e teve uma filha, porém ambas morreram precocemente.  Mais detalhes são revelados no livro “Ave Cristo“, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.
  •  São Remígio, bispo de Remis. Nasceu no ano 439, em Lyon. De família nobre e religiosa, considerado o maior orador sacro do reino dos francos pela sua especialidade em retórica. Considerado também o apóstolo dos pagãos, nas Gálias, era conhecido pela sua pureza de espírito bem como pelo seu profundo amor a Deus e ao próximo. Desencarnou em janeiro de 535, aos 96 anos. 11
  • Padre Manuel da Nóbrega. De acordo com Francisco Cândido Xavier, em participação no programa “Pinga Fogo” da extinta TV Tupi, em 1971,12 Emmanuel teria sido, nesta encarnação, o padre português Manuel da Nóbrega. O deputado Freitas Nobre teria declarado na noite de 27 de julho de 1971 em programa na mesma rede de televisão que, ao escrever um livro sobre o padre José de Anchieta, teve oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manoel da Nóbrega, como “E. Manuel“. De acordo com o seu entendimento, o “E” inicial se deveria à abreviatura de “Ermano“, o que, ainda de acordo com o seu entendimento, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um “M” apenas e pronunciado com acentuação oxítona.
  •  Padre Damiano, nascido em 1613 na Espanha. Residiu em Ávila, Castela-a-Velha, onde oficiou na Igreja de São Vicente. Desencarnou em idade avançada no Presbitério de São Jaques do Passo Alto, no burgo de São Marcelo, em Paris. Alguns detalhes desta encarnação constam no livro Renúncia, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.
  •  Jean Jacques Turville, nascido no século XVIII na França. Foi educador da nobreza e prelado católico romano no período anterior à Revolução Francesa, vivendo no norte da França. Fugiu à ferocidade revolucionária indo para a Espanha, onde viveu até a morte. 
  •  Padre Amaro, um humilde sacerdote católico que viveu entre os séculos XIX e XX. Viveu no estado brasileiro do Pará. Posteriormente foi ao Rio de Janeiro, onde se dedicou à pregação do Evangelho de Jesus, tendo inclusive tido contato com Bezerra de Menezes..14 Há uma mensagem psicografada por Chico intitulada “Sacerdote católico que fui“, na qual Emmanuel descreve com detalhes o processo de sua desencarnação nesta existência.

Sobre o Espírito João de Deus:

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João de Deus de Nogueira  Ramos— Poeta português, tão querido e admirado no Brasil quanto em sua pátria, nasceu em S. Bartolomeu de Messines, no Algarve, em 8 de março de 1830 e desencarnou em Lisboa no dia 11 de janeiro de 1896.

De origem humilde, a ternura e a beleza de seus versos nos falam de seu amor aos pequeninos, aos simples, num crescendo até seu profundo amor a Deus.

Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1859. Famoso como poeta e jornalista, toda a terra portuguesa, em homenagens que nasceram entre as crianças e os humildes e culminaram na pessoa do Rei, Portugal inteiro o honorificou como o grande apóstolo da educação. Sua Cartilha Maternal— método de alfabetização — é um sinal luminoso de sua dedicação ao ensino das primeiras letras ao povo português.

Antero de Quental, também glorioso poeta e seu grande amigo, considerou-o o poeta mais original de seu tempo. Mendes dos Remédios considerou-o “lírico inimitável” e “o mais espontâneo e genial burilador da poesia portuguesa.”

Jardim da Infância é sua obra-prima psicografada por Francisco Cândido Xavier. Esplêndidos trabalhos poéticos seus encontram-se no Parnaso de Além-Túmulo  e em Antologia dos Imortais,  além de outras obras da vasta bibliografia do maior psicógrafo de todos os tempos: Francisco Cândido Xavier. 

 

Paciência: conforto para a alma

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Paciência

Se a luta te constrange,

Nos caminhos pelo mundo,

Não te dês ao pranto profundo,

E olha mais além.

Veja os amigos do bem,

Acenando-te, convidando a suportar,

E, mais que tudo, a buscar trabalho,

A construir, nas sendas da elevação,

Não se prendendo ao que te fez o irmão,

A suportar toda ofensa,

A cultivar a paciência,

Pois é Jesus quem te sustenta.

Conforta assim tua alma,

Passa pela vida cultivando a calma

E tudo haverás de superar.

A vida na Terra, é mesmo assim,

Por vezes parece-nos triste guerra,

Mas se bem olhares,

Verás que nos caminhos,

Nas plagas onde fores,

Por entre os mais agudos espinhos,

Existem as mais belas flores.

Maria Dolores

Mensagem psicografada pelo médium Jacobson Sant´Ana Trovão, em reunião pública no Centro Espírita Raio de Luz – CERLUZ – em 10/03/2001.

 

Sobre o Espírito Maria Dolores:

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        Maria de Carvalho Leite, a conhecida Maria Dolores no Espiritismo, renasceu em Bonfim da Feira (Bahia) em 10 de setembro de 1901 e desencarnou, vitimada por pneumonia, em 27 de julho de 1958.

        Maria Dolores foi membro da Legião da Boa Vontade a quem prestou serviços de beneficência, partilhando seus dons de pianista, pintora, costureira e dedicada à arte culinária. Maria Foi também colaboradora ativa da obra de Divaldo Pereira Franco. Em 15 de agosto de 1952, quando foi fundada a Mansão do Caminho, foi a doadora de algumas das primeiras louças e talheres  da Mansão. Aí trabalhou voluntariamente, dedicando-se à confecção de cartões de Natal, pintados por suas mãos, para serem vendidos em benefício daquela Casa.

        A partir do ano de 1971 e na condição de espírito livre tornou-se ativa escritora através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier: contos em versos, poemas e trovas. A relação de suas obras individuais recebidas por Chico Xavier e publicadas por várias editoras espíritas do país é a seguinte:

-Antologia da Espiritualidade, publicada pela Federação Espírita Brasileira em 1971;

-Maria Dolores, publicada pelo Instituto Divulgação Editora André Luiz (IDEAL) em 1977;

-Coração e Vida, publicada pelo IDEAL em 1978;

-A Vida Conta, publicada pela Cultura Espírita União (CEU) em 1980;

-Caminhos do Amor, publicada pela CEU em 1983;

-Alma e Vida, publicada pela CEU em 1984;

-Dádivas de Amor, publicada pelo IDEAL em 1990.

Em várias obras mistas, em prosa e verso, de Chico Xavier, existem dezenas de produções poéticas de Maria Dolores, sobretudo com temáticas para o Natal e dia das Mães.

Escreveu o livro mediúnico Somente Amor em parceria com o espírito MEIMEI e publicado pelo IDEAL no ano de 1978.

Em vários livros psicografados por Chico Xavier tem-se o acervo de 18 trovas escritas por Maria Dolores:

–duas em Chão de Flores, publicado pelo IDEAL em 1975;

-uma em Notícias do Além publicado pelo Instituto de Difusão Espírita (IDE) em 1980;

–uma em Praça da Amizade, publicado pela Cultura Espírita União (CEU), em 1982;

–uma em Recados da Vida, publicado pelo GEEM em 1983;

–três em Os Dois Maiores Amores, publicado pela CEU em 1983;

-uma em Sementes de Luz, publicado pelo IDEAL em 1987;

–duas em Roseiral de Luz, publicado pela União Espírita Mineira em 1988;

–duas em Pétalas da Primavera, publicado pela União Espírita Mineira em 1990;

-uma em Fulgor no Entardecer, publicado pela União Espírita Mineira em 1991;

–uma em Uma Vida de Amor e Caridade publicado pela Editora Fonte Viva em 1992;

–três em Preito de Amor, publicado pelo Grupo Espírita Emmanuel S/C Editora (GEEM) em 1993.

De 1971 a 2002 foram trinta e um anos em que Maria Dolores esteve associada ao mandato mediúnico de Chico Xavier: suas obras mediúnicas e individuais ultrapassam o número expressivo de 180 mil exemplares vendidos.

Prefaciando suas obras mediúnicas individuais, o espírito Emmanuel assim qualifica Maria Dolores:

“denodada obreira do Bem Eterno”,

“intérprete de Jesus”,

“alma abnegada de irmã”,

“irmã querida”,

“poetisa da vida”,

“Mensageira da Espiritualidade”,

“devotada Seareira do Bem”,

“irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”,

“nossa irmã e benfeitora”, “Poetisa da Espiritualidade Superior”.

As criações poéticas de Maria Dolores, sob as formas de poemas e trovas, não fazem apologia da arte pela arte;  sua finalidade político-pedagógica é traduzir observações e vivências na “exaltação do Bem sob o patrocínio de Jesus” e contribuir para a sublimação dos sentimentos humanos.

Dados Bibliográficos:Wikipédia/internet