Nascer de novo: tema central de uma Parábola de Jesus

MAU RICO

Nascer de novo: tema central de uma Parábola de Jesus

                                               Prof Múcio de Melo Álvares

                     Lázaro, o nome do mendigo que aparece na parábola do rico mau e avarento,  vem do hebraico El-azar; Deus tem ajudado. Podemos interpretar, o  uso simbólico de um mendigo, nesta parábola, como uma categoria da humanidade que “Deus tem ajudado” nas reconquistas de suas falhas, através da imensa misericórdia que dá àquele que não cumpriu os compromissos que lhe diziam respeito na roda da vida:  a chance de retornar em uma reencarnação provacional ou expiacional.

                     Uma reencarnação provacional é aquela que o Espírito pode escolher o tipo ou o nível das provas pelas quais irá passar em uma vida para testar sua própria disposição em acertar mais e errar menos. Já uma reencarnação expiacional, ou expiatória, diz respeito à fatalidade evolutiva em que o Espírito nada pode optar ou opinar na programação reencarnatória, geralmente cheia de dificuldades e sofrimentos, descrita por André Luiz como “o suor e o choro no resgate justo”. Situação em que o indivíduo se coloca, após livre sementeira, na colheita obrigatória de seus próprios destemperos e disparates.

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Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador em novembro de 1990 –Ano 2 nº8.

JC BIBLIA

As belezas da Bíblia e as Luzes para  a sua interpretação

Múcio Melo Álvares

       Dividida em Velho e Novo Testamento, aceita de capa a capa por muitos, como a Palavra de Deus, ou recusada por outros, como livro de ciência e sabedoria, a Bíblia para nós, Espíritas,  sobretudo o Novo Testamento, é um imenso repositório de grandes Verdades Espirituais.

       Temos na Doutrina, que restaura o Cristianismo na Terra, a orientação Espiritual necessária para entendermos e interpretarmos as Revelações dos Profetas, as prescrições antigas e todos os seus livros do Gênese de Moisés ao Apocalipse de João Evangelista.

       A base de tudo, todavia, para sua aceitação e entendimento, consoante estamos seguramente informados, está na concordância do texto bíblico com os ensinamentos do Cristo – O Embaixador Divino em nosso mundo e que foi, conforme afirmou sábio pensador Cristão – “O próprio Céu que desceu à Terra para que a Terra subisse até o Céu; o filho de Deus que se fez homem para que os homens se tornassem filhos de Deus”.

          A filosofia Crística, ou seja, os princípios, as normas morais e religiosas do Criador, sob o patrocínio do Cristo de Deus, verteu dos Céus à Terra, dos Planos Superiores para todos nós, desde a mais remota antiguidade, através dos Profetas, tinham ou não este nome, mas que eram homens e mulheres detentores de poderes mediúnicos ou carismáticos, como preferem outros, para a Instrução Espiritual da Humanidade.

         Coube sempre, entretanto, aos seres humanos, a tarefa importantíssima de examinar, de estudar, de joeirar, de refletir, numa exegese sábia, para praticar com segurança todas as chamadas Revelações do Alto, de quaisquer crenças religiosas.

        Para isso foi necessário que Jesus viesse pessoalmente ao nosso mundo, conforme anunciaram os profetas do Velho Testamento dos hebreus e até de outras religiões, a fim de que, através da sua simplicidade, de seus protegidos e de seus ensinamentos puros e infalíveis se estabelecessem os caminhos para todo gênero humano do nosso mundo.

         Esses ensinamentos, todavia, conforme Ele mesmo e seus primeiros discípulos explicaram, deviam ser entendidos, em Espírito e Verdade, não de acordo com a letra que mata, mas segundo o Espírito que vivifica.

        E Ele, o Cristo de Deus, afirmou claramente: – “A lei e os Profetas duraram até João – Lucas 16:16”. “Antigamente se dizia assim, hoje porém, Eu vos digo...” – E dava a nova norma cristã, de acordo com a lógica, a razão e os princípios éticos de justiça e de amor que governam a vida, desde o princípio do mundo.

A  LETRA QUE MATA E O ESPÍRITO QUE VIVIFICA

       Não basta  conhecer a fundo as escrituras. Os judeus as conheciam, e no entanto, não obstante o seu monoteísmo e sua evolução espiritual superior a de outros povos daquela época, não reconheceram Jesus (até hoje) como salvador nem o aceitaram como o Messias. Mesmo diante de todos os seus sinais anunciados (Doutrina e Prodígios) que o identificavam, combateram-no, perseguiram-no e o mataram.

       Desse modo, não podemos jamais ser doutores da letra e analfabetos do Espírito da Bíblia, como afirmou famoso pensador Cristão.

       Leibnitz tinha razão quando proclamou que nenhuma fé pode ser real ou inteligível se não tiver a sua base na razão humana. A religião, para ele, divorciada da razão do homem, não pode firmar-se e sustentar-se.

       E Allan Kardec, um dos enviados do Cristo para a restauração do Cristianismo na Terra, disse-o mesmo quando afirmou que fé inabalável é só aquela que pode enfrentar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.

        Conforme já comentou conhecido estudioso das religiões comparadas, a crença cega é morta, comparável à luz mortiça dos ambientes fechados.

       O Cristão verdadeiro não pode confinar-se aos limites do conhecimento adquirido. Ele precisa ler, estudar, pesquisar. A leitura escolhida está para a inteligência como o pão para o corpo: se este sustenta, tonifica e desenvolve as forças físicas aquela o faz ao Espírito, adestrando-lhe o raciocínio. Ler  estudando, espiritualizar-se e, progredir, é caminhar para Deus. Procurem os bons livros doutrinários e terão adquirido um cabedal de vida eterna, patrimônio da alma.

       Tendo em vista o atraso científico e a ignorância espiritual dos homens no tempo em que Jesus esteve aqui entre nós, Ele deu muitos dos seus ensinamentos veladamente, por parábolas e falou, com profunda clareza no Evangelho de João, capítulo XVI, que Ele tinha ainda muita coisa para dizer, mas que os homens não podiam suportar, ou seja, entender naquela época e que, mais tarde, Ele mandaria o Espírito de Verdade, o Consolador (a Doutrina Espírita) que iria repetir o que Ele disse, ensinar novas verdades e anunciar as coisas que viriam.

       Uma síntese maravilhosa do objetivo máximo do Cristianismo em nosso mundo: – “Sede perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito” – disse Jesus.

       Sabia, sem dúvidas, o Divino Mestre que a nossa evolução é lenta e não é de um dia para outro que atingiremos a perfeição recomendada por Ele.

       A nossa caminhada, através dos séculos e milênios, é lenta, dolorosa, para que um dia, plenamente felizes, nos aproximemos do Criador que é infinitamente Poderoso, Sábio, Justo, Bom e Perfeito em todas os seus atributos.

Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador em novembro de 1990 –Ano 2 nº8.

  

Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador em out 1999 -Ano 2 nº8

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Um Caso de Reencarnação

Prof Múcio de Melo Álvares e Elba Consort de Melo Álvares

          Vimos muitos fatos espantosos durante onze anos no Consultório Mediúnico de José Arigó, em Congonhas do Campo. Muitos desses fatos levaram os cientistas americanos comandados por Henry Puharich a declarar no Jornal o Globo que “o poder espiritual de Arigó (para nós espíritas a sua mediunidade) era a oitava maravilha do mundo.

           Uma jovem tímida, humilde, de aparência modesta, com vários defeitos físicos nos olhos, nos dentes, nas pernas se apresentou ao Médico Espiritual Dr Adolf Fritz e, antes que ela falasse qualquer coisa, Arigó mediunizado foi dizendo seus principais problemas e  doenças, quase tudo de fundo psíquico-nervoso.

            Para nosso assombro e demais espíritas estudiosos ali presentes, ao atender a moça, em último lugar, Dr Fritz informou-lhe o seguinte: “Minha filha, não chore mais. Os remédios que vou lhe dar vão curar você de todas as suas doenças. Você ainda será muito feliz e será uma líder da juventude espírita do Estado de Minas.

        Você trabalha como doméstica, estuda no colégio tal (dizendo o nome da instituição) em Belo Horizonte e é a cantora mais afinada e de voz mais bonita do coral do colégio.

             Você já foi muito bonita e grande cantora em vida anterior. Porém, não fez bom uso dos seus dotes físicos e artísticos. Desencarnou com muitas doenças que impregnaram seu perispírito e voltou ao mundo por súplicas a Jesus para anestesiar, com o esquecimento as lembranças do passado e prosseguir sua caminhada para a futura felicidade rumo a Deus.

             Um dos  dotes do passado que  continua  nesta vida, é a sua voz. Canta para nós a Serenata de Schubert ou a Ave Maria de Gounod. E ela cantou. Todos choraram, inclusive o espirito do Dr Fritz através das lágrimas que rolaram dos olhos de Arigó.

            O Espírito do Médico passou-lhe uma receita de remédios para as enfermidades do corpo e outra para os males  espirituais: livros espíritas. Quanto a estes pediu ao Prof Múcio que providenciasse uma lista  de livros espíritas adequados à idade da jovem,  pois estes seriam remédio para sua alma.

            Dois anos depois  a encontramos novamente em Congonhas do Campo alegre, feliz, acompanhada de alguns jovens da mocidade espírita a que pertencia em Belo Horizonte. Deu notícias de sua nova vida e. agradecida,  entregou ao médium incorporado, um ramo de flores acompanhado de um pequeno cartão que dizia: “Aos meus benfeitores, Dr Fritz e Arigó, as rosas do meu coração pela cura das doenças do meu corpo físico e sobretudo da minha alma, através do conhecimento e da prática da Doutrina Espírita que veio ao mundo para restaurar o Evangelho de Jesus.” E assinou o nome.

Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador, out 1999 -Ano 2 nº8

Matéria Publicada no Jornal Alvorada Cristã, Do Centro Espírita Seareiros do Cristo de Morrinhos-GO – out 1987

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A Reencarnação no Novo Testamento

Prof Múcio de Melo Álvares

            Os Espíritas precisam estudar mais a cerca dos Escritos Sagrados. A Bíblia é um repositório de fatos, circunstâncias e fenômenos, que à luz da Doutrina Espírita, ganham significado incontestável sob a ótica reveladora da Terceira Revelação.

              Quando Emmanuel, na mensagem O Mestre e o Apóstolo, constante do livro Opinião Espírita, publicado pela Comunhão Espírita Cristã de Uberaba, Minas Gerais, pela primeira vez em 1963, comenta o item 7, do capítulo I de o Evangelho Segundo o Espiritismo, mostra “a coerência luminosa entre o Cristo e o Apóstolo que lhe restaurou a palavra.” É nesta magnífica mensagem, psicografada por Francisco Cândido Xavier, que encontramos a mais perfeita súmula interpretativa para o Livro Sagrado: “Jesus, a porta. Kardec, a chave.”

           Para sua reflexão trazemos apenas algumas referências claras do Evangelho  nas palavras de Jesus e dos Apóstolos em torno da reencarnação. Observe-as com espírito investigativo. Passe pela lógica Kardequiana estas citações e saiba contra-argumentar quando disserem que a reencarnação não se encontra na Bíblia, que é uma invenção dos Espíritas e das doutrinas orientalistas.

                    -“ Nas cercanias  de Cesareia de Felipe, Jesus perguntou a seus discípulos: que  é que o povo diz do filho do Homem? Eles responderam: Uns dizem que é João o Batista (que já havia morrido); outros, Jeremias (mais de oitocentos anos antes de Jesus); e outros, algum Profeta que ressuscitou “(reencarnou, ressurgiu, apareceu de novo) – Mateus 16:13-15.

                      – ” Em verdade vos digo: quem não renascer de novo da água (novo corpo onde predomina esse elemento) e do espírito (evolução moral) não entra no reino dos céus” – João 3: 1-10.

                          – “É preferível que entres na vida (reencarne) sem teu olho ou teu braço (escolha ou imposição de provas dos que já nascem com doenças e mutilações irreversíveis) do que todo o teu corpo seja lançado no fogo (outras reencarnações dolorosas e expiações no mundo físico e espiritual)”. Mateus – 18:8

                         – “ Em verdade vos digo: João Batista é Elias que voltou à Terra e não o reconheceram”  – Mateus 11: 12-15 e 17:10-17; Lucas 1:17.

                          – “Os que fizerem o bem viverão para a ressurreição dos justos (reencarnação feliz) e os que fizerem o mal viverão para a ressurreição da condenação (reencarnação dolorosa, expiatória)” – João 5-29.

                      O esquecimento temporário do passado na reencarnação é benção de Deus para o anestesiamento das consciências culpadas e condição indispensável à aquisição de novos valores educativos, para a evolução do Espírito eterno, rumo a Deus. Por esse motivo João Batista (e isso acontece a todos nós) negava ser o Profeta Elias de novo reencarnado na Terra (João 1:21) e Jesus que conhece o presente, o passado e o futuro de toda a Humanidade Terrestre afirmou que Ele era o Elias anunciado pelos profetas.

                      Segundo Lucas (1:11-17), um anjo aparece a Zacarias, Pai de João Batista e comunica:

                       “Izabel, tua mulher, Zacarias, te dará à luz um filho que irá adiante dele no espírito  e no poder de Elias e seu nome será João…”  E Jesus confirma mais tarde a revelação do anjo e dos Profetas dizendo:

                   “Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu anjo diante  de ti o qual prepará o teu caminho” – Lucas 7:27. E reafirma noutra ocasião: – “Se vós quereis compreender, ele mesmo (João  o Batista) é o Elias que há de vir. Os que têm ouvidos de ouvir, ouçam – Mateus 11:14-15.

                  No Velho Testamento da Bíblia, muitos séculos antes também de João o Batista nascer, o Profeta Malaquias (4:5) anunciou: “…Eis que vos enviarei o Profeta Elias antes que venha o dia grande do Senhor...”

                     Quase dois   mil anos depois*, muitos cristãos por imaturidade espiritual, ainda não têm ouvidos para ouvir (ou seja capacidade de entender as Revelações do Alto, sem a letra que mata, mas com o espírito que vivifica.

*Este texto é de 1987.

Matéria Publicada no Jornal Alvorada Cristã,  Do Centro Espírita Seareiros do Cristo de Morrinhos-GO – out 1987

Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador de out 2000- Ano 2 – nº 11

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A Luz Espiritual de Congonhas do Campos

 Prof Múcio de Melo Álvares e Elba Consort

                Durante os onze anos que frequentamos todos os meses de julho, dezembro e janeiro, em nossas férias escolares, o consultório mediúnico de José Arigó, em Congonhas do Campo, estávamos sempre impressionados com a maravilha da Luz Espiritual no Centro Espírita Jesus Nazareno, onde os doentes de todo ponto do Brasil e do Exterior eram atendidos.

                 Sob o efeito dessa luz, vimos centenas de vezes Arigó enterrar uma faca ponteaguda nos olhos de doentes a ponto de tocarmos na ponta da mesma sob a pele do paciente, na sua testa e, quando Arigó incorporado dizia “Cristo não gosta de sangue”, não se verificava qualquer hemorragia. E acontecia o mesmo com a anestesia dos doentes, a assepsia ao rasgar-lhes com facas, bisturis e tesouras os tecidos da cabeça, do tórax, do abdome, das costas, das pernas, dos pés e até dos órgãos genitais e nenhuma infecção jamais ocorreu.

              Dr Fritz, Espírito do Médico desencarnado que incorporava em Arigó, nos explicou várias vezes que essa Luz, vinha de Deus e era captada por Jesus como se fosse um poderoso transformador a lhe reduzir a voltagem e sua ação sobre a matéria. E outros Espíritos Superiores transformavam-na, também, até Frei Fabiano de Cristo que a captava e derramava sobre o consultório mediúnico de José Arigó, a mesma energia fluídica, magnética e espiritual.

           Um dia, pela manhã, perguntamos ao Dr Fritz se não havia perigo de muita contaminação no hotel, ao lado do Centro Espírita onde muitos doentes, inclusive com doenças contagiosos, se hospedavam e ele disse que não. E quando foi à noite estávamos com alguns parentes e amigos, no refeitório do hotel quando vimos um raio de luz esverdeada, como se fosse um relâmpago, passar rapidamente por sobre a mesa imensa do refeitório do hotel. E no dia seguinte Dr Fritz nos informou que Frei Fabiano de Cristo materializou diante de nossos olhos, aquela Luz Espiritual que esterilizou todas as vasilhas  usadas pelos hóspedes para que um dia contássemos o fato em um livro. E contássemos para o mundo o que vimos ali por obra, graça e misericórdia de Jesus. – O  poder fantástico e ainda desconhecido na Terra da Luz Espiritual. Luz que destrói vírus, bactérias, vermes, que regenera tecidos, aliviando e curando doentes. Essa mesma Luz cegou Saulo de Tarso na estrada de Damasco.

                      Observe na  primeira foto, abaixo, um foco de Luz sobre a cabeça de Arigó quando ele foi preso em Conselheiro Lafaiete, acusado de curanderismo, por ação de religiosos fanáticos de Congonhas do Campo e médicos de Belo Horizonte que nunca foram a Congonhas e nunca estudaram Arigó. Os que foram, tornaram-se seus amigos e grandes defensores do médium.

                          Na segunda foto, abaixo, observe e compare a diferença  da luz de uma lâmpada elétrica (onde aparece o soquete, o fio elétrico da lâmpada material).

                         A Luz Espiritual é diferente. Não se prende a nada material. É difusa, bela e só mesmo confunde uma com a outra aqueles que ainda não têm olhos de ver a beleza de um autêntico fenômeno Espiritual.

                                                                        Luz Espiritual

LUZ ESPIRITUAL

                                                

LUZ ELÉTRICA

                                             Luz elétrica

 Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador  de out 2000- Ano 2 – nº 11

Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador – Ano 2 – nº12 – maio 2001

JC CURA

A Bíblia à Luz da Doutrina Que Restaura o Cristianismo na Terra

                         Prof Múcio de Melo Álvares

       Questiona-se a verdade sobre o amor e o sangue de jesus que purificam pecados. A Doutrina Espírita esclarece que para os que não conhecem as atuais Instruções do Senhor, neste sentido, mas “têm olhos de ver”, mencionamos apenas alguns ensinamentos Bíblicos: Jesus, em Mateus 16:27, Paulo aos Romanos 2:6, Jeremias 17:10, Apocalipse 22:12 : –“A cada um será dado de acordo com as suas obras”; Lucas 11:41, I Pedro 3:8, Provérbios 9:12 e Tobias 12:9…. ” – A caridade cobre a multidão dos pecados”; I João 1:7 – “Se andaramos na luz, como Deus anda na luz, temos comunhão recíproca e o sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado”. 

     O sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado significa aqui o sacrifício e o amor de Jesus que se corporificou entre nós, nos trouxe o Evangelho iluminando-nos o Espírito na caminhada evolutiva rumo a Deus. Quando andamos na luz, ou seja, quando manifestamos o amor de Deus na correção de nossas inferioridade morais e no serviço a favor do próximo agimos a favor de nossa transformação, do resgate de nossas falhas.  Encontramos em Atos 3:19 – “Arrependei-vos e convertei-vos (reformando-vos moralmente e fazendo o bem) para serem apagados os vossos pecados.” Em Provérbios 2:11 –“Não rejeteis, meu filho, a correção do Senhor (as provações), nem caias no desânimo quando ele te castiga porque o Senhor castiga aquele a quem ama e acha nele a sua complacência, como um pai em seu filho.” São afirmações Bíblicas que esclarecem sobre a necessidade primordial da criatura humana em renovar-se pelo modo de sentir e dar novas diretrizes às suas escolhas e atitudes perante a Vida.

      A misericórdia divina pode, se julgar conveniente e necessário atendendo pedidos dos interessados ou por iniciativa própria, determinar a cassação dos efeitos dos pecados – as infrações contra as Leis Morais – como ocorreu com o paralítico em Jerusalém, o cego em Jericó, a pecadora em Cafarnaum e vários outros doentes “incuráveis” que amargavam o pesado fardo da ação da Lei de Ação e Reação em seu compulsório retorno à vida corporal, trazendo as marcas de seus deslizes nas enfermidades do Espírito e do Corpo. Enfermidades que Jesus, sem derrogar nenhuma das Leis Naturais, porque tinha o domínio e o controle de todas elas pelo fato de ser simplesmente o Governador Espiritual do Planeta Terra, pode curá-los, limpando-os das máculas que carregavam. Por isso, advertia sempre: “Vai e não peques mais para que não te aconteça coisa pior.” O que significa que livre o pecador do efeito de suas quedas morais , deve primar pela transformação espiritual, reformando seu caráter e andando dentro das Leis que regem a Vida. Isto porque com o conhecimento, agora, de que as enfermidades procedem do Espírito, deveriam cuidar para andarem na luz e não nas trevas.

       Com isto percebemos que todos aqueles que foram curados pelo Mestre, como testemunhos vivos de sua tarefa espiritual não ficaram isentos das consequências de outras faltas e da necessidade de se reajustarem no bem, recebendo na máxima do Divino Médico: “Vai e não peques mais para que não te aconteça coisa pior”, repetimos, o salvo conduto para a indulgência plena das faltas que os atormentavam.

     O perdão dos pecados, pois, fora dessas condições é fruto de ensinamentos humanos, de teologias de homens falíveis da Terra, sem qualquer base nas Revelações dos Céus. Esta invenção é “uma das plantas que o Pai Celestial não plantou e que será arrancada pela raiz.” (Mateus 15:13)

    O sofrimento resignado (consequência dos erros, abusos dessa e de outras existências) e o amor, reforma íntima e prática do bem, alicerçado no estado nobre e na prece fervorosa, são as únicas esponjas capazes de limpar do Espírito as nódoas decorrentes das infrações às Leis da Natureza e aos princípios morais do Evangelho (Os pecados).

Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador – Ano 2 –  nº12 – maio 2001

                        

Artigo Publicado no Jornal Luzes do Consolador – Ano 1 nº 2 – dez 1997.

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Ponto de Vista

Prof Múcio Melo Álvares

Enxurradas de livros “Psicografados” inundam as livrarias do País

          Está causando espanto a todo Espírita estudioso e sincero o enorme volume de livros que a cada ano vai entupindo as livrarias e as bibliotecas espíritas e não espíritas por todo o País e até no exterior.

        Livros de encarnados e, sobretudo atribuídos a “Espíritos desencarnados”. É a quantidade prevalecendo sobre a qualidade. A vaidade e o interesse comercial acima da verdade e do amor à Doutrina de Luz que restaura o Cristianismo na Terra.

          Muitas  são publicações onde saltam aos olhos dos que as lêem (com as lunetas do amor à Doutrina e do conhecimento da mesma), os erros históricos, científicos, filosóficos, psicológicos, bíblicos, literários e, os mais graves de todos, erros contra as Revelações Espirituais autênticas que, só com o tempo, se lhes provar algum erro, conforme ensinou Allan Kardec, elas se modificarão naquele ponto.

       Conhecemos  um desses escritores, famoso, que nos afirmou uma ocasião aqui em Goiânia, onde veio proferir palestras e dar um curso de Espiritismo: “- escrevi dois livros muito bons (realmente o eram, visto que o autor era bastante versado em letras e conhecia bem  a Doutrina) e os meus livros estão mofando nas livrarias.” E lamentou: “Espírita só gosta de livros de defunto. A partir de agora vou psicografar.” E já tem alguns livros publicados, sendo que um deles está sendo usado por inimigos da Doutrina para desancá-la em jornais, programas de rádio e televisão.

      O mais espantoso é que um desses livros recebeu o aval de vários jornalistas e de escritores espíritas do País que, apesar da grande cultura intelectual, faltava-lhes aquele dom espiritual ou mediunidade a que se referia o apóstolo Paulo na sua Epístola aos Coríntios 1, cap. 12, versículo 10 – O dom de discernir os espíritos. Enganaram-se com as habilidades poéticas e literárias do Autor de carne e osso do livro julgando-o até mais autêntico do que Chico Xavier, na sua obra imortal e grandiosa – Parnaso de Além Túmulo.

         A “autenticidade” do Autor é que ele imitou o estilo dos poetas e prosadores, na época em que eles viveram e os mesmos  que se comunicaram  com Chico Xavier já apresentavam sob a orientação de Emmanuel, muito de evolução espiritual.

        O escritor católico (hoje dissidente da igreja) Neomar de Barros, conta no prefácio de um de seus livros “Deus Negro” que foi procurado por vários proprietários de editoras “espíritas”, propondo-lhe publicar o seu livro e dizer que era psicografado para vender mais e obter maiores lucros. Neomar de Barros informa que rejeitou todas as propostas.

         Poderíamos mencionar aqui grande número de autores e livros apontando-lhes os erros e as falsas revelações que ridicularizam e comprometem a Doutrina, mas não o faremos por questão de ética espiritual e porque o mercado de livros é livre e não temos na Doutrina Espírita nenhum “Index Librorum Proibitorum” ou qualquer “Nihil obstat” ou “Imprimatur” da igreja.

         O Brasil todo tem conhecimento, por exemplo, por informações da imprensa profana (e a Revista Internacional de Espiritismo recentemente dá notícia também) de uma escritora, que está fazendo alto comércio de seus livros, “psicografados” onde há “revelações” que podem induzir a erros graves e ainda censura Chico Xavier por não fazer o mesmo com os seus livros.

   Esqueceu-se a nossa irmã daquele conceito espírita que muitos conhecem: – “Responderemos pelas imagens mentais que criarmos nas mentes dos outros.”

         Poucos anos atrás perguntamos a Chico Xavier, numa das suas saudosas e inesquecíveis visitas à Colônia Santa Marta de Goiânia, na presença do proprietário de uma das livrarias espíritas desta Capital, se os vendedores de livros espíritas responderiam pelos livros que ofereciam ao público e ele informou aos presentes, naquela ocasião, que todos responderão pelo mostruário que apresentam e que, segundo Emmanuel, livros, amizades e comida devem ter procedência escolhida.

       Queremos, entretanto, oferecer algumas dicas, uma orientação segura, que não falha, para a identificação de qualquer livro, dito espírita, que caia em nossas mãos.

    Antes de lê-lo faça uma prece e peça o envolvimento do Espírito Santo, do Espírito da Verdade.

      Em segundo lugar, se deseja afiar a capacidade de discernimento, estude a fundo o Novo Testamento da Bíblia. Indicamos para isso, apenas alguns livros,  com uns ou outros senõezinhos, que em nada desmerecem  o grande valor dos mesmos: O Evangelho dos Humildes e o Evangelho da Mediunidade, ambos de Eliseu Rigonatti; Parábolas Evangélicas à Luz do Espiritismo de Rodolfo Calligares e Cristianismo Redivivo (a Bíblia à Luz da razão contemporânea) de Bruno Bertocco; Cristianismo e Espiritsmo de Léon Denis; todos os livros de Vinícius e os livros magistrais de Emmanuel: Fonte Viva, Vinha de Luz, Pão Nosso, Caminho Verdade e Vida, Ceifa de Luz, Palavras de Vida Eterna, Paulo e Estevão, Renúncia e tantos outros; e ainda Boa Nova de Humberto de Campos – os dois últimos autores, através da lavra psicográfica de Chico Xavier.

      Estude, em seguida, todos os livros de Allan Kardec, todos os volumes de sua notável Revista Espírita e a obra mediúnica vastíssima e impecável de Francisco Cândido Xavier.

         Se sobrar tempo e dinheiro, agora, adquira os demais livros que entender e o leitor terá condições de separar o joio do trigo e de por em prática a recomendação do Cristo de Deus aos apóstolos primitivos: “ –Tende cuidado com o fermento (falsa doutrina) dos fariseus e com os falsos profetas que são lobos com pele de ovelhas;”  “ – Buscai a sã doutrina que vem dos Espíritos de Deus e não da vã sabedoria dos homens.”

       Sabemos, com os ensinamentos dos Espíritos Superiores, que uma terrível justiça aguarda todos os falsos profetas (Cap XXI, item 9, de O Evangelho Segundo o Espiritismo) e que, segundo Jesus, “toda planta que o Pai Celestial não plantou será arrancada pela raiz”, mas como Ele também ensinou, só a verdade orienta e liberta, ou seja, encaminha para a vida, para o futuro, para a evolução e para a felicidade.

      Tinha razão, pois, o grande pensador brasileiro Huberto Rodhen quando escreveu“ – A maior tragédia do Cristianismo é quando os falsos profetas do anti-cristo hasteiam a bandeira do Cristo e deitam toda sorte de joio, nos arraiais do Cristianismo.” Grande verdade do prof Rodhen, porém o Mestre Real é o Cristo mesmo e seus Mensageiros, nos Planos da Luz Divina.

    O próprio Rodhen deixou algumas moitinhas de joio no trigal imenso de sua grande semeadura, com quase uma centena de livros publicados, muitas das quais ele mesmo arrancou antes de seu retorno à Pátria Espiritual.

         Outras ficarão para suas próximas reencarnações.

Artigo Publicado no Jornal Luzes do Consolador  – Ano 1 nº 2 – out 1997.

Ingratidão e Ofendismo

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Ingratidão e Ofendismo

Prof Múcio Melo Álvares

         Duas inferioridades morais que identificam bem o atraso de um Espírito em evolução em nosso Planeta: ingratidão e ofendismo.

        O ingrato, em primeiro lugar, o qual se esquece e geralmente não reconhece nem os pequenos nem os grandes favores e benefícios que lhe foram prestados por parte de parentes, amigos (encarnados e desencarnados), companheiros de ideal religioso, conhecidos e desconhecidos, como se o mundo todo existisse para servi-lo.

        E, muitos deles, se receberam mil (1000) benefícios e deixaram de receber apenas um (1) esquecem-se dos mil (1000) que receberam e concentram todo o seu rancor, toda a sua maledicência e toda sua ingratidão naquele único que não puderam receber.

       Contam os biógrafos de Mahatma Gandhi que são suas estas palavras: – Há pessoas que nunca vêem o que se fez em seu favor mas só enxergam o que se deixou de fazer por elas.”

       Segundo os Evangelhos, Jesus curou dez leprosos de uma vez e só um voltou para agradecer. E informam-nos os historiadores espirituais do Cristianismo que muitos doentes curados pelo Divino Mestre estavam no meio da turba enfurecida que gritava diante de Pilatos, envenenados pelos sacerdotes do Judaísmo: – “Solte Barrabás e crucifique o Cristo.”

        – O indivíduo altamente ofendível é pessoa de convivência difícil no lar, no trabalho, na vida social e, plenificado de orgulho e vaidade, até por um cumprimento  que alguém não lhe dispensou na rua porque não o viu ou por um motivo qualquer, isso constitui motivo para açular o seu ódio, sua revolta, a sua aversão. Não aceita críticas, sugestões, opiniões por mais sensatas e fraternas que sejam, uma vez que estas não incidam com o seu modo de pensar e agir.

        É autossuficiente e, quando contrariado, se considera sempre vítima da injustiça, da humilhação e da perseguição dos outros.

        Segundo o professor Huberto Rodhen, famoso filósofo e pensador cristão, “o indivíduo ingrato e cem por cento ofendível é zero por cento espiritual e o  indivíduo reconhecido  e zero por cento ofendível é cem por cento espiritual.”

        Para Emmanuel, este sábio Instrutor Espiritual, o ingrato é um doente moral e sofre paralisia da memória.

       Jesus, com o seu amor e com a sua bondade infinita perdoou a todos os ingratos do seu caminho, todos os ofensores e os que se sentiram altamente ofendidos pelos seus interesses contrariados com as novas luzes do Evangelho – “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” Mas a Lei de Causa e Efeito ou Lei de Ação e Reação, estabelecida pelas grandes Leis Cósmicas que governam a vida,  desde o princípio deste mundo, não perdoa ninguém.

        Todos os grandes Mestres da Humanidade a conheciam e Jesus também a ensinou quando disse: – “A cada um será dado de acordo com suas obras.” ; “quem com o ferro fere, com o ferro será ferido.” ; “quem comete o mal torna-se escravo dele.”

       Assim, o mal e o erro devem ser punidos, reparados e transformados em atos de amor no curso do tempo, ainda que para isso sejam necessários séculos e milênios de dor e experiência.

       Tinha razão o poeta espiritual quando escreveu pelas mãos de Chico Xavier:  – “Na verdade Deus bom/ Mas se o filho é rude e mau,/ Por vezes desce do Céu/ Pedra e fogo, corda e pau.”

        O espírito de Humberto de Campos também nos ensina, num de seus livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, que “a dor é um aguilhão bendito que tange os rebanhos humanos das lamas da Terra para a claridade dos Céus.”

       E é Jesus ainda quem avisa aos que infringirem suas Leis de Amor e de regeneração moral:

      -“Sereis apanhados e lançados nas trevas exteriores onde há choro e ranger de dentes”; “e sereis metidos numa prisão (sofrimentos diversos) e não saireis de lá enquanto não pagardes o último ceitil.”

Artigo Publicado no Jornal Luzes do Consolador  – Ano 2 nº 5 – out 1998.

Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador – out 98 – Ano 2 nº5 – Goiânia-GO

OBSESSORES DE CARNE E OSSO

Prof. Múcio de Melo Álvares

a-vontade-de-deus

Numerosos são os espíritos inferiores que acobertados na invisibilidade do mundo espiritual, disseminam por toda parte a perturbação e a doença, o crime e a morte.

Enxameiam, entretanto, em torno dos nossos passos, outros agentes das sombras, igualmente responsáveis por larga soma de desequilíbrio e misérias…

SÃO OS OBSESSORES DE CARNE E OSSO:

NO LAR, ora surgem em maridos e esposas, ignorantes e obsidiados, que envenenam os dias dos companheiros de vida comum e criam-lhes invencíveis dificuldades no cumprimento do dever que a providência divina lhe confiou; ora se identificam em filhos e filhas, irmãos e irmãs, parentes e amigos que, desatentos às grandes leis que governam a vida, agarram-se às ilusões passageiras do mundo, colocando em si mesmos e nos que lhes são caros, pesadas algemas que só as grandes dores serão capazes de desatar.

NA CASA DE FÉ RELIGIOSA, são os companheiros e as companheiras egoístas, vaidosos e maledicentes que, totalmente desligados de qualquer compromissos com a reforma do caráter e a prática do bem, atiram sempre lama e pedras naqueles que trabalham, lutam e sofrem para o triunfo da verdade e do bem.

NO TRABALHO  são os chefes tirânicos, os empregados relapsos e os colegas difíceis, que divorciados de qualquer princípio do altruísmo e boa vontade, erigem-se em dolorosos calvários para os outros.

NA ESCOLA é o Professor incapaz e o aluno irresponsável, o pai desligado e a mãe incompreensiva, esquecidos de que, só no cumprimento do dever e na educação integral, com fundamento em Jesus Cristo, se levantam as esperanças do mundo.

NA RUA  encontramo-los no homem comum que, “ enceguecido “ pelo egoísmo e pelo vício, oferece as suas ações deprimentes e os seus maus exemplos, prejudicando direitos alheios e conspurcando corações puros e honestos.

NA VIDA SOCIAL, facilmente os distinguimos nos adversários gratuitos da verdade e da justiça, nas almas cristalizadas na maldade e no pessimismo, na inveja e no ódio, na maledicência e no fanatismo, que anulam os nossos melhores esforços e desestimulam os que se acham no serviço do bem. Sabemos que os espíritos obsessores desencarnados nos atingem com seus pensamentos de angústia e ódio, usura e delinqüência, orgulho e desânimo, vaidade e ciúme, viciação e egocentrismo criando-nos toda espécie de derrocadas, de psicopatias e sofrimentos. Através dos seus fluidos malsãos, podem também, ao longo do tempo, provocar em nosso corpo físico verdadeiras “ infecções fluídicas “ , degenerando células e tecidos com processos patogênicos que originam as mais variadas doença e que favorecem a própria morte.

No que diz respeito aos obsessores de carne e osso ocorre o mesmo com suas vibrações maléficas e seus fluidos enfermiços e temos, por isso, as informações do próprio Cristo e dos seus Mensageiros dos Planos da Luz Divina que nos aconselham a evitar os atritos com os mesmos, o perdão das ofensas, com o esquecimento do mal e o desligamento pacífico de todos aqueles que nos perturbam a paz .

Assim, é necessário que saibamos vencer todos os obsessores e, de maneira especial, os de carne e osso que nos atormentam, mas não nos convertamos em seus algozes ou juizes, pois a Lei de Ação e Reação os acompanha, severa e vigilante, dispondo de mil modos para corrigi-los e dizer-lhes “ basta “ aos desatinos.

E à semelhança de nosso trato com os desencarnados infelizes, especialmente junto a aqueles que a Lei Divina colocou ao nosso lado, dentro de nossa casa, para os acertos de conta do passado, tanto quanto possível, através do silêncio e da oração, do trabalho nobre e dos sentimentos elevados que lhes ofertamos, poderemos beneficiá-los, e a nós mesmos também, transferindo-os das trevas para a Luz.

É ainda uma utopia dos nossos sonhos, mas será uma grande realidade do futuro, quando, por toda parte, estivermos cercados de pessoas na mesma faixa espiritual de vibração positiva, em virtude da prática generalizada por todos daquela recomendação do Apóstolo Paulo aos cristãos de Felipos: – “ Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é nobre, tudo o que é puro, tudo o que é santo, seja, em cada hora da vida, a luz dos vossos pensamentos “.

É bom que se medite, ainda, neste trecho do capítulo XIX do livro “ Nos Domínios da Mediunidade “, de André Luiz/ F.C.X. : “ A influência de almas encarnadas entre si, às vezes, alcança o clima de perigosa obsessão. Milhões de lares podem ser comparados a trincheiras de luta, em que pensamentos guerreiam pensamentos, assumindo as mais diversas formas de angústias e repulsão;

– E poderíamos enquadrar o assunto nos domínios da mediunidade?

Perfeitamente, cabendo-nos acrescentar ainda que o fenômeno pertence à sintonia. Muitos processos de alienação mental guardam nele as origens. Muitas vezes, dentro do mesmo lar, da mesma instituição, adversários ferrenhos do passado se reencontram. Chamados pela Esfera Superior ao reajuste, raramente conseguem superar a aversão de que se vêem possuídos, uns à frente dos outros, e alimentam com paixão, no imo de si mesmos, os raios tóxicos da antipatia que, concentrados, se transformam em venenos magnéticos, suscetíveis de provocar a enfermidade e a morte. Para isso, não será necessário que a perseguição recíproca se expresse em contendas visíveis. Bastam as vibrações silenciosas de crueldade e despeito, ódio e ciúme, violência e desespero, as quais alimentadas, de parte a parte, constituem corrosivos destruidores “.

Artigo publicado no Jornal Luzes do Consolador – Out 98 – Ano 2 nº 5 – Goiânia-GO

Culpa e Perdão

Luzes
Prof. Múcio Melo Álvares

“Em verdade vos digo, que tudo o que vós ligardes sobre a Terra será ligado também no Céu; e tudo o que vós desatardes sobre a Terra será desatado também no Céu.” Jesus in Mateus – 18 Vv18.

O texto do Cristo diz respeito à lei da repercussão de nossos atos na vida espiritual, que iremos viver quando desencarnados. No mundo espiritual esperará por nós o resultado do bem e do mal que houvermos praticado aqui na Terra. E não só o resultado de nossos atos, como também estarão a aguardar-nos, no limiar do mundo espiritual, nossos amigos e inimigos.

O ódio e o amor são duas forças de atração e de ligação. Os que se amam, atraem-se e ligam-se pelo amor, donde lhes advirá a felicidade. Os que se odeiam, atraem-se e ligam-se pelo ódio, do qual serão gerados sofrimentos.

Eis porque Jesus, profundo conhecedor das leis que regem os destinos das almas, recomenda que perdoemos sempre, a fim de desatarmos os cruéis laços do ódio. E nos recomenda, insistentemente, que nos amemos uns aos outros, para que nos liguemos pela felicidade nos céus.

Somente o perdão aciona a possibilidade da comutação das penas a nós infligidas pelo desacato à Lei. “Se soubermos suar no trabalho honesto, não precisaremos chorar no resgate justo”, como propõe André Luiz. Isto significa também que o despertar da consciência para a Luz Divina gera aceitação e submissão à Lei de Ação e Reação que nos impele à refazenda do próprio destino, através dos compromissos assumidos nas reencarnações de lutas, provas e expiação. O que poderá ocorrer, de forma bem sucedida, se for precedido pelo perdão às ofensas recebidas. Desta forma não haverá “choro e ranger de dentes” e os pecados (culpas) que eram vermelhos como escarlate, como assevera o profeta Isaías ( 1:18 ) tornar-se-ão brancos como a mais pura lã.

O perdão aos semelhantes ameniza as dívidas presentes e passadas – pois perdão é amor. Deus nosso Pai perdoará as nossas dívidas assim como perdoarmos nossos devedores. Perdoando, na mesma proporção com que perdoarmos, o Senhor terá complacência para conosco, cobrindo com o seu amor a multidão de nossas faltas (culpas).

Texto extraído dos estudos da Harmonia dos Evangelhos – Mateus cap XVIII – ministrado pelo Prof Múcio Melo Álvares, às segundas-feiras, no Grupo Espírita Allan Kardec de 1977 a 1997.