Síndrome do Tempo Perdido

 
 tempo perdido

ESPÍRITAS DESENCARNADOS

            Numa sexta-feira, durante o período de reforma da Comunhão Espírita-Cristã, no salão onde provisoriamente se realizavam as reuniões públicas, animado grupo de confrades conversava, sentados à mesa, onde, ao lado do Chico, D. Dalva Borges presidia à reunião.
            Entre outros assuntos ali abordados, destacamos breve diálogo que guardamos de memória.
            Comentavam, alegres, que a vida espiritual para os espíritas devia ser uma beleza!
            — Ainda mais para nós, que conhecemos antecipadamente, através dos livros, muita coisa revelada pelos espíritos – afiançava, convicto, um dos interlocutores.
            O Chico, que parecia prestar acurada atenção ao assunto, em dado momento asseverou, atalhando o excessivo entusiasmo do pessoal:
            — Jamais vi, em toda a minha vida, um espírita desencarnado que me dissesse estar contente por ter morrido. Todos lamentam, e muito, não terem feito o que podiam, enquanto estavam encarnados…
                                                           ***
Do livro “Encontros com Chico Xavier” – Cezar Carneiro de Souza
Capítulo ” ESPÍRITAS DESENCARNADOS “
Editora ELCEAA: Editora e Livraria Centro Espírita Aurélio Agostinho
Anúncios

Experiência e Competência Mediúnica – Conquista de Poucos

58879_432894270091585_1218427352_n

EXPERIÊNCIA E HUMILDADE

            Assim nos falava o Chico naquela noite, em que mais uma vez tínhamos a felicidade de estar perto dele:

            — Em 1987, estava recuperando-me de uma pneumonia muito forte, que me deixou muitas seqüelas e diversas infecções do trato renal. Comecei, então, a pensar como é que eu iria fazer para trabalhar. Nisso, me apareceu o espírito Emmanuel e eu lhe disse:

            — O senhor imagina que eu agora estou com setenta e sete anos. Já me sinto muito velho e desgastado pela própria idade física. O senhor acha que, apesar da idade, vou poder continuar trabalhando mediunicamente e, em especial, na tarefa do livro?

            Ele, então, me respondeu:

            — Eu considero você como pessoa humana, a quem muito estimo, mas vamos imaginar que você é um burro que envelheceu puxando a carroça de entrega de cartas com mensagens, em nome de nossa fé em Jesus Cristo. Na condição do burro, você está realmente em grande desgaste, mas, continuando o seu tratamento com remédios humanos, faremos também por você o que pudermos, a fim de ajudá-lo.

            Nesse ponto do diálogo, ele fez um intervalo e falou assim:

            — Também devemos considerar que é melhor trabalhar com um burro velho e doente que já nos conhece o sistema de serviço do que colocar apressadamente conosco, que somos os amigos desencarnados, um burro mais moço, equivalendo a um potro ainda bravo, capaz de quebrar a nossa carroça e complicar o serviço todo.

 

 

Do Livro “Kardec Prossegue” – Adelino da Silveira

Capítulos “ EXPERIÊNCIA E HUMILDADE

Editora LEEPP – Livraria Espírita Editora Pedro e Paulo: http://www.leepp.com.br/

Livro: http://www.leepplojavirtual.com.br/adelino-da-silveira/kardec-prossegue.html

 

 

Verdade Adiada

181336_387587317955614_1259384704_n

           Chico participava da famosa “peregrinação”, no Bairro do Pássaro Preto.

            À sombra de frondoso abacateiro, comentou o trecho lido em “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

            No contexto, falou sobre a tendência de se julgar acontecimentos e pessoas por uma ótica pessoal, que pode variar de acordo com as circunstâncias.

            A título de ilustração, reportou-se a uma senhora que não reconhecia como neta uma menina adotada por seu filho.

            A nora, empenhada em vencer sua rejeição, apelou para um artifício. Disse-lhe que a criança era filha de seu marido, fruto de relacionamento com outra mulher.

            Surpreendida, mas ao mesmo tempo agora descontraída, a senhora imediatamente mudou sua postura.

            — Mas que danado! Nunca me contou! E é a cara dele!

            A partir daí, aceitou a menina por neta e a ela se apegou.

            A criança rejeitada, que tinha problemas de saúde, frutos da pobreza de onde viera, agora envolvida numa atmosfera de receptividade e de amor, desabrochou para a vida.

            Quando Chico terminava, exaltando o valor do amor e da aceitação diante das carências humanas, alguém observou:

            — Há um problema. Ela mentiu! Será lícito?

            Chico arrematou:

            — A mentira com nobre finalidade é apenas a verdade adiada…

               ******

Do Livro “Rindo e Refletindo com Chico Xavier” – Richard Simonetti
Capítulo: “ RETARDAR A VERDADE ”
Editora: CEAC – Centro Espírita Amor e Caridade – http://www.ceac.org.br/editora/loja
Livro: http://www.ceac.org.br/editora/loja/produto/142

Dívida e Promessa Ingênua

 

O HOMEM DOS VINTE CONTOS

Um amigo de Belo Horizonte disse, um dia, ao Chico:

— Tenho ido ao Centro “LUIZ GONZAGA”, sempre que me é possível, e, nas preces, tenho rogado a Loteria.

E vendo a estranheza do Médium acentuou:

— Se eu ganhar, darei ao “LUIZ GONZAGA” vinte contos.

Os dias correram e o homem ganhou a sorte grande.

Duzentos mil cruzeiros.

Quando isso aconteceu, sumiu de Pedro Leopoldo…

Se via o Chico por Belo Horizonte, evitava-lhe a presença.

— Imaginem! — costumava dizer na prosperidade crescente que o Céu lhe concedera — em minha ingenuidade, prometi uma dádiva a um Centro Espírita, se melhorasse de sorte! Quanta asneira falamos sem perceber!

Catorze anos rolaram e o homem da sorte grande morreu… Passados alguns dias, apareceu, em espírito, numa das sessões do “Centro Espírita LUIZ GONZAGA”.

— Chico! Chico! — disse ao Médium, buscando abraçá-lo, — preciso pagar a minha dívida! Estou devendo vinte contos ao “LUIZ GONZAGA” e vou trazer o dinheiro…

— Acalme-se, meu amigo, agora é tarde — respondeu o Médium, — o câmbio mudou para você. Não se preocupe. A sua fortuna está em outras mãos.

— Por que? Nada disso… O dinheiro é meu…

— Já foi, meu irmão! Você está desencarnado.

A entidade gritou… gritou… e acabou perguntando em lágrimas:

—E, agora, que fazer?

Mas o Chico lhe respondeu:

— Esqueça-se da Terra, meu amigo. Nós todos somos devedores de Jesus. Paguemos a Jesus nossas contas e tudo estará bem.

Amparado pelos benfeitores espirituais da casa, o homem dos vinte contos, já desencarnado, retirou-se chorando.

Do Livro “Lindos Casos de Chico Xavier” – Ramiro Gama

Capítulo “ O HOMEM DOS VINTE CONTOS

Editora Lake: http://www.lake.com.br/index.php

Livro: http://www.lake.com.br/mwe_produto.php?pro_cod=126

A Vida Por Um Fio

A VIDA POR UM FIO

João Moutinho, experiente médium psicofônico, dedicado servidor da mediunidade com Jesus, aos oitenta e sete anos, continuava firme em seu posto de honra nas atividades espiritistas. Todavia trazia graves problemas de saúde, e isso era motivo para questionar se deveria ou não permanecer na tarefa mediúnica.

Ao  visitar Chico Xavier, indagou do inestimável benfeitor:

— Chico, estou com a vida por um fio. Você não acha que estou na hora de parar?

            — Ora, João, não pare, não!… O Dr. Bezerra está me dizendo que, quando a nossa vida está por um fio, quanto mais a gente trabalha mais o fio engrossa…

Do livro “Encontros com Chico Xavier” – Cezar Carneiro de Souza

Capítulo “ A VIDA POR UM FIO

Editora ELCEAA: Editora e Livraria Centro Espírita Aurélio Agostinho

Livro: http://www.candeia.com/produto.asp?section=1&id=4276

Da redação do Luzes do Consolador: João Moutinho foi o pai dedicado de nossa Ondina Moutinho Vieira de Araguari-MG. Incansável trabalhadora da Seara de Jesus, sobretudo na Comunicação Social Espírita, Ondina comandou por vários anos, programa pioneiro de rádio difusão, no triângulo mineiro.

Quando nos dispomos a servir

 

Va com Deus

Atrasado, Chico seguia apressado para o serviço.

Ao passar pela residência da senhora Alice, frequentadora do Centro, ela veio ao seu encontro:

— Chico, estou esperando por você para pedir-lhe uma explicação.

— Desculpe, Dona Alice. Agora não posso. Conversaremos depois.

Mal dera alguns passos, apareceu Emmanuel:

— Volte, Chico, atenda à nossa irmã. Gastará apenas alguns minutos que não irão prejudicá-lo.

O médium obedeceu, como sempre.

A senhora queria saber como tomar determinado remédio homeopático que, por seu intermédio, o Doutor Bezerra de Menezes lhe receitara.

Atendida a solicitação, o médium apressou o passo, enquanto ela agradecia, sensibilizada:

— Deus lhe pague, Chico! Vá com Deus!

Mal dera alguns passos, Emmanuel reapareceu.

— Olhe para trás.

O médium voltou-se.

Observou, surpreso, fluidos luminosos que saíam da boca de Dona Alice.

Vinham em sua direção, proporcionando-lhe agradável sensação.

— Percebeu, Chico, o resultado, quando nos dispomos a servir? Imagine se, ao invés de ‘vá com Deus’, ela dissesse, magoada, ‘vá com o diabo’! Sairiam coisas diferentes de seus lábios.

Do Livro “Rindo e Refletindo com Chico Xavier” – Richard Simonetti

Capítulo: “ VÁ COM DEUS ”

Editora: CEAC – Centro Espírita Amor e Caridade – http://www.ceac.org.br/editora/loja

Livro: http://www.ceac.org.br/editora/loja/produto142

Imagem: do livro “Rindo e Refletindo com Chico Xavier”, pg. 101

Alegria Insensata

484601_401523543228658_443099127_n

“Muitas vezes, queremos ser felizes abarcando todas as possibilidades… Um dos apóstolos pergunta a Jesus se não poderia ensiná-lo a orar. Ele oferece à Humanidade a oração dominical, da qual retiramos o tópico: – Senhor, o pão nosso de cada dia, dá-nos hoje… Um Amigo Espiritual diz que se fossem necessários mais recursos para sermos felizes, Jesus teria acrescentado… Mas vamos criando fantasias, ilusões, querendo a felicidade que está nas mãos dos outros… Achamos que isso é alegria, mas é alegria mesclada de sofrimento (…) Nosso Amigo nos diz que, enquanto nós nos contentamos com o pão, nós estamos sempre felizes, porque amamos a vida simples, aprendendo a conhecer a beleza natural… A Terra está repleta de tesouros para os nossos olhos, para o nosso coração, para a nossa vida… Enquanto nós nos contentamos com o pão, vai tudo bem, mas da manteiga em diante começam as nossas lutas…

Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião… Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual…”

 

Do Livro “O Evangelho de Chico Xavier” – Carlos Baccelli

Itens 322 a 323

Editora Didier: http://www.editoradidier.com.br/

Livro: http://www.editoradidier.com.br/evangelho-de-chico-xavier-o.html