Padrinhos de batismo e a lógica Espírita

PADRINHO DE BATISMO

Padrinho de Batismo

A origem do apadrinhamento remonta o século II. De iniciativa religiosa, dentro do cristianismo, foi oficializado  através do “Corpus Juris Civilis” –  Corpo de Direito Civil – obra jurídica publicada sob a égide do imperador Justiniano I entre os anos 520 e 534, dentro do projeto de unificação  e expansão do Império Romano. Desde então, passou a ter uma conotação de servidão voluntária (tributo individual), que um determinado indivíduo  tem em relação a uma família determinada e específica.

A partir do século V os apadrinhadores do “sexo masculino” passaram a ser referidos como “pais espirituais”. Até o final do século VI, ambos os sexos passaram a ser considerados como “compadres e comadres”, sugerindo que eram vistos como “pais espirituais”.

Durante o feudalismo o apadrinhamento teve continuidade na Europa. Era uma forma de o servo ou o vassalo quitar perante a igreja uma dívida  contraída com o suserano. Através desse processo tinha como tributo a criação, os cuidados e a atenção para com um dos filhos do casal, ao qual serviria durante toda a vida.

Embora os registros de exploração ao longo da “história da riqueza do homem”,  os cultos exteriores, característicos das tradições sociais e religiosas, merecem todo respeito por parte dos espíritas.

A proposta de libertação das fórmulas exteriores, uma característica fundamental da Doutrina Espírita, traz nova luz ao entendimento dos ritos de fraternidade e convivência solidária que demarcam a interrelação entre pessoas e grupos sociais, ao longo da jornada humana sobre o planeta. O propósito do Espiritismo  não é derrogar leis e costumes. É redimensionar um novo olhar para o que é nobre e respeitável, buscando contudo, liberar o Espírito Imortal do jugo das convenções. Saber e entender o valor das normatizações é necessário. Tornar-se escravo dessas mesmas convenções é vincular-se às exterioridades de fachada. Discernir para evoluir é deixar de lado o culto das aparências e focar-se no sentido da essência.

O espírita costuma ser colocado  em verdadeiras saias justas ao receber convites, de amigos ou familiares (não espíritas), para apadrinharem seus rebentos. O costume é social e faz parte dos ritos e fórmulas exteriores que compõem a liturgia de algumas organizações religiosas.

Ante um impasse assim, como portar-se o espírita que percebe e vislumbra no Espiritismo a chave para a libertação das convenções?

Há um caso interessante ocorrido com Chico Xavier e narrado por Isaltino da Silveira, insígne orador espírita de Juiz de Fora – MG, que informou:

“— Agradecidas pela assistência recebida e pelo carinho que devotavam ao nosso estimado amigo, várias mães o procuravam, pedindo que aceitasse ser padrinho de batismo de seus filhos.

Conta Isaltino que, certa feita, estando em visita a Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, presenciou pitoresco ocorrido: Uma mãe procurou Chico Xavier para ser o padrinho de batismo de seu filho.

” – O médium explicou, com muito respeito, que no espiritismo não existem tais cerimônias. E  propôs:

“— A senhora me dá o nome da criança e dos pais, que irei ao cartório para registrá-la. Ficarei, assim, sendo seu padrinho espiritual…

E Isaltino arrematou, alegremente:

          ”  — Não foi uma boa saída essa do Chico?! Só mesmo ele para  uma tirada dessas!…”

E lendo nas entrelinhas do fato e do ato, podemos concluir: assumir uma responsabilidade espiritual para com um espírito reencarnante, dando-lhe o registro que atesta, perante a família e a sociedade sua personalidade atual, reflete: não a servidão a um costume, mas o real “apadrinhamento” ou comprometimento que avaliza e respalda, como ponto de apoio e segurança, aquele que retorna à reconstrução de seu próprio destino.

Da redação do Luzes do Consolador

Para saber mais:

C. E. Smith, Papal Enforcement of Some Medieval Marriage Laws (Port Washington, WI, and London, 1940), p. 48

J. H. Lynch, Godparents and Kinship in Early Medieval Europe (Princeton, NJ, 1980), p. 114.

ROBERTO,Giordano Bruno S.-Introdução à História do Direito Privado-Ed. Del Rey-2003.

SOUZA, Cezar Carneiro de – “Encontros com Chico Xavier” – Editora ELCEAA: Editora e Livraria Centro Espírita Aurélio Agostinho – Capítulo ” PADRINHO DE BATISMO ”

Livro: http://www.candeia.com/produto.asp?section=1&id=4276

 

 

 

Agradecemos aos que ensinam a verdade

 

1 OS QUINHENTOS DA GALILEIA - KARDEC SUPERADO

OS QUINHENTOS DA GALILÉIA

            Contou-nos Chico que, alguns dias após a crucificação de Jesus, das milhares de pessoas que O seguiam, algumas centenas delas combinaram encontrar-se às margens do Mar da Galiléia, a fim de amenizarem as saudades de Sua palavra e de Seu convívio. Falava-se vagamente que o Mestre voltaria ao Monte para despedir-se. Apenas quinhentas tiveram a coragem de comparecer. Eram tempos de cruéis perseguições.

            Os primeiros astros da noite começaram a brilhar no alto.

            Estavam em oração, quando uma luz muito intensa brilhou na amplidão e começou a descer em direção ao cume de pequeno monte, à beira da praia. Logo puderam verificar que era Jesus, o Mestre Divino, que vinha ter com eles, envolto em belíssima luz.

            Conversou demoradamente com eles e, quando se despediu, deixou-os cheios de uma coragem até então desconhecida.

            Essas centenas de pessoas ficaram, portanto, conhecidas como “Os Quinhentos da Galiléia” que fizeram o propósito de trabalhar incessantemente pela humanidade. Elas têm reencarnado nos mais diversos contextos religiosos e políticos do Planeta, ensinando a verdade e abrindo novos caminhos nas artes, na ciência e nas mais variadas religiões da Terra, revelando o desejo do Cristo, que é de amor e fraternidade.

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Do Livro “Kardec Prossegue” – Adelino da Silveira

Capítulo ” OS QUINHENTOS DA GALILÉIA

Editora LEEPP – Livraria Espírita Editora Pedro e Paulo: http://www.leepp.com.br/

Livro: http://www.leepplojavirtual.com.br/adelino-da-silveira/kardec-prossegue.html

Sonho e Intuição

Lindos Casos de Chico Xavier

INTUICAO ATRAVES DO SONHO

Intuição através dos sonhos

         Nossa irmã Olinda Marques servia de enfermeira a uma senhora idosa, paralítica e um pouco desmemoriada.

         Sabendo que íamos visitar o Chico, pediu-nos obtivéssemos dele uma orientação. A resposta foi:

         — Diga à nossa irmã Olinda que lhe darei uma intuição em sonho…

         Em chegando aqui, nossa companheira Zezé Gama encontrou-se, casualmente, com D. Elvira Freitas. Presidente do Centro Espírita AMARAL ORNELAS, que ia fazer uma visita à sua consóror Olinda, e deu-lhe a resposta do Chico.

             D. Elvira chega à casa de Olinda e não consegue falar-lhe, porque esta, logo que a vê, lhe diz enlevada:

         — Imagine, D. Elvira, que sonhei com o Chico na noite de ontem. Ele me mostrava dois cérebros, um sadio e outro doente e dizia: o cérebro são deve tratar do cérebro doente, com paciência e amor.

         E recebendo depois, o recado do Chico, ficou emocionada e seu caso esclarecido. E isto dentro de um ambiente de ternura e ajuda espiritual para que se patenteasse, ali, mais um Serviço do Senhor com vistas ao engrandecimento iluminativo dos corações chamados à Tarefa do Amor e da Luz!

Do Livro “Lindos Casos de Chico Xavier” – Ramiro Gama

Capítulo ” INTUIÇÃO ATRAVÉS DO SONHO “

Editora Lake: http://www.lake.com.br/index.php

Livro: http://www.lake.com.br/mwe_produto.php?pro_cod=126

Mediunidade é como flores entre espinhos

Encontros com Chico Xavier

 

 RS BR 2

INCOMPREENSÕES NA MEDIUNIDADE

            Relacionamos aqui a experiência de uma médium, conhecida nossa, senhora muito correta, semi-analfabeta, mas portadora de brilhantes faculdades mediúnicas, desenvolvidas em clima de lutas íntimas, porquanto, durante quase sete anos, viveu debaixo de obsessão, sofrendo graves distúrbios no seu relacionamento familiar.

            Enfrentando tais dificuldades, procurou, em certa oportunidade, os conselhos do Chico, o qual lhe recomendou fixar-se em determinada equipe de reconhecidas atividades doutrinárias.

            Com clarividência, psicofonia e psicografia já bastante desenvolvidas, dedicou-se de corpo e alma ao trabalho junto àquela equipe.

            Devotando-se com desvelado amor aos sofredores desencarnados, possuía, igualmente, muita facilidade para comunicar-se com os mentores espirituais. Tal facilidade, no entanto, era colocada em suspeita por alguns companheiros de sua equipe mediúnica.

            Sofrendo com essa atitude de incompreensão, pensava em abandonar o trabalho, embora o imenso amor que consagrava ao mesmo. Como havia sido o Chico quem aconselhara a participar daquela equipe, voltou a procurá-lo, expondo-lhe suas dificuldades.

            — Olhe, não pense em parar – recomendou-lhe o médium. É lá mesmo o seu lugar, se você quiser continuar com o equilíbrio que conseguiu.

            — Mas eles não me entendem! E eu mal sei ler! Eles são doutores, professores, são bons oradores!…

            — E daí? – retrucou-lhe, o médium, contrariado, cortando-lhe a palavra. – Eles são letrados, mas tem muito que aprender com você e com sua mediunidade! O principal você possui: é a sua honestidade!

            O Chico voltou-se, paternal, para a atribulada médium, envolvendo-a com sua transbordante fé, arrematou, alterando um tanto o seu tom de voz:

            — Continue, minha filha… E não se esqueça: É NO MEIO DE ESPINHOS QUE MUITAS FLORES NASCEM…

                                                           ***

“Admiramos profundamente todos os companheiros de mediunidade que respeitam as funções em que foram situados pelas exigências da construção Espírita-Cristã.” (Anuário Espírita 1967 – 89)

Do livro “Encontros com Chico Xavier” – Cezar Carneiro de Souza

Capítulo “ INCOMPREENSÕES NA MEDIUNIDADE ” 

Editora ELCEAA: Editora e Livraria Centro Espírita Aurélio Agostinho

Livro: http://www.candeia.com/produto.asp?section=1&id=4276

Fizeram o que queriam

OBSESSORES NO PRESIDIO

OBSESSORES NO PRESÍDIO

            Em inúmeras oportunidades, Chico visitou presídios, sempre merecendo a maior atenção e respeito dos sentenciados.

Numa delas, alguém lhe perguntou:

— Chico, você viu muitos obsessores por lá?

E o médium:

— Não, não vi obsessores. Vi, sim, muitos benfeitores, amigos… Muitas mães… Lá não há obsessores! Eles já fizeram o que queriam.

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Imagem: do livro “Rindo e Refletindo com Chico Xavier”, pg. 147

Do Livro “Rindo e Refletindo com Chico Xavier” – Richard Simonetti

Capítulo: “ OBSESSORES NO PRESÍDIO

Editora: CEAC – Centro Espírita Amor e Caridade – http://www.ceac.org.br/editora/loja

Livro: http://www.ceac.org.br/editora/loja/produto/142

Imperfeições e Balanço de Fim de Ano

 

 APELO AO TRABALHO MAIOR

 

LUCROS E PERDAS

 

            Num final de ano, na residência do Chico, um grupo de amigos falava sobre o que se havia ganhado ou perdido. Um havia vendido uma pequena propriedade e comprado outra maior; outro havia dado um carro ao Filho; outro havia perdido enorme importância com aval, outro havia comprado bois; outro havia sido roubado. Faziam como que uma espécie de balanço naquele final de ano, quando um deles perguntou:

 

               — E você, Chico, o que faz quando o ano termina?

 

               — Todo dia trinta e um de dezembro, eu penso: “Ah! Jesus amado, agradeço-te por mais um ano de trabalho, em que pude continuar no combate às minhas grandes imperfeições!”.

 

 

Do Livro “Kardec Prossegue” – Adelino da Silveira

Capítulos ” LUCROS E PERDAS “

Editora LEEPP – Livraria Espírita Editora Pedro e Paulo: http://www.leepp.com.br/

 

Tempo de Vigiar

O_PODER_DAS_TREVAS
O PODER DAS TREVAS

Visitamos o Chico e, enquanto conversávamos, uma de minhas irmãs conseguiu anotar o que aqui transcrevo:

— O povo subestima o poder das trevas, e elas vão entrando. Os espíritos das trevas têm uma hierarquia quase perfeita. Eles me criaram todos os tipos de dificuldades possíveis e imagináveis para que eu parasse com a mediunidade. Certa vez, Emmanuel me disse: “Você será testado de todo jeito”.

Penso muito, antes de sair de casa, porque nunca sei o que vai acontecer. Muitas vezes, eles improvisam na hora. Parece que ficam esperando eu dar um tropeção para acabarem de me empurrar.

Certo dia, levei um tombo. Caí de costas, batendo fortemente a cabeça. Quando ia querer reclamar, ouvi Emmanuel dizer-me:

— Agradeça.

— Como?

— Agradeça.

Ainda no chão, procurei elevar um pouco a voz e disse:

— Obrigado, meus irmãos! Muito obrigado!

No caminho de volta para casa, perguntei a Emmanuel:

— Por que o senhor me recomendou agradecer?

— Porque, se você se irritasse, emitiria vibrações quase iguais às deles e eles ficariam com mais força!

Do Livro “Kardec Prossegue” – Adelino da Silveira

Capítulos ” O PODER DAS TREVAS ”

Editora LEEPP – Livraria Espírita Editora Pedro e Paulo: http://www.leepp.com.br/
Livro: http://www.leepplojavirtual.com.br/adelino-da-silveira/kardec-prossegue.html